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OBS: O Manual brasileiro indica que o tratamento com Isoniazida pode ser feito com 180 a 270 doses em 6 a 9 meses, indicando que há evidências que o uso de 270 doses é melhor e protege mais. A referência para o tratamento por 6 meses com 180 doses vem do documento da OMS de 2018 "Latent tuberculosis Infection. Updated and consolidated guidelines for programmatic management" que recomenda fortemente com alta qualidade de evidência o uso por 6 meses de monoterapia com Isoniazida, baseado em revisões sistemáticas que comprovam eficácia, não existindo até o momento ensaios clínicos randomizados comparando 6 meses versus 9 meses.

No início do ano, foi lançada a nova edição do Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil pelo Ministério da Saúde. Há dois capítulos dedicados às orientações da infecção latente pelo M. tuberculosis, revisadas no post de hoje. Sabe-se que a exposição ao bacilo da TB leva a 30% de chance de infecção, dependendo do grau de exposição, da infectividade do caso índice e de fatores imunológicos individuais. Em geral, quem se infecta permanece muitos anos sem infecção ativa, com imunidade parcial ao bacilo, o que é chamado de Infecção Latente pela TB. A OMS estima que 1/4 da população mundial tem ILTB. São pacientes que não tem sintomas e não transmitem a doença, porém, têm risco de adoecimento, principalmente nos primeiros dois anos após a primoinfecção ou em casos de imunossupressão por doenças crônicas ou uso de medicações imunossupressoras.  É importante ressaltar que a indicação de tratamento da ILTB para pacientes com HIV varia entre referências, principalmente em relação a contagem de CD4 menor ou igual a 350 que para alguns (ex. PCDT 2018) não é indicação absoluta de tratamento. É importante individualizar nesses casos a decisão.

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