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É muito comum haver prescrição inadvertida de antibióticos para pacientes que não precisam. Esse é um erro que todo mundo já cometeu no PS. Lembra? daquela IVAS que você fica na dúvida, você já fez isso não fez? Fala a verdade! kk

Resfriado comum ou rinossinusite viral é a IVAS que é caracterizada por rinorreia/ congestão nasal (critério obrigatório) + alteração de olfato e/ou dor facial com remissão em até 10 dias. 

Quando esse quadro passa de 10 dias ou o paciente tem piora de sintomas após 5 dias (quando na verdade era pra estar melhorando) nós temos uma entidade chamada de rinossinusite pós viral. Tá, mas aqui já tem indicação de prescrevermos antibióticos? A resposta é ainda NÃO! 

Se essa Rinossinusite pós viral está associada com ≥ 3 de 5 dos seguintes critérios, aí sim você pode caracterizar uma sinusite bacteriana.

1 - Febre > 38 graus 

2 - Piora de um quadro inicialmente brando 

3 - Dor intensa unilateral 

4 - Secreção nasal purulenta (anterior/posterior) 

--Anterior: Descarga pelas narinas 

--Posterior: Descarga pela cavidade oral 

5 - Aumento de PCR e VHS (quase sempre não há necessidade de solicitar)  

Blz, o paciente teve uma rinossinusite, passou de 10 dias (rinossinusite pós viral) tem febre de 38,2, dor na face intensa e unilateral e secreção purulenta pelo nariz --> Quadro sugestivo de rinossinusite bacteriana e você "pode" prescrever antibióticos. Não esqueça dos sintomáticos!

Ainda que você caracterize que se trata de uma RNS bacteriana, se o paciente estiver em bom estado geral, você pode ainda inicialmente não dar antibióticos e reavaliá-lo em 48 a 72 horas, ou usar a estratégia "Watchfull waiting".

E os sintomáticos que tem evidência no RNA aguda, você sabe quais são? No nosso curso tem uma aula espetacular sobre esse tema, confere o link na Bio! 

🌍Referências:  

👉-European Position Paper on Rhinosinusitis and Nasal Polyps 2020

👉-Piltcher, Otávio Bejzman, et al. "How to avoid the inappropriate use of antibiotics in upper respiratory tract infections? A position statement from an expert panel." Brazilian journal of otorhinolaryngology 84.3 (2018): 265-279.

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