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Otorrinolaringologia

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A Vertigem Postural Paroxística Benigna é uma das principais causas de tontura entre adultos, especialmente idosos. Sua fisiopatologia envolve a migração de fragmentos otolíticos pelos canais semicirculares. Dessa forma, o uso de manobras de reposicionamento (dentre as quais a manobra de Epley é mais conhecida e utilizada) constitui a base do tratamento. No entanto, casos muito sintomáticos podem determinar a necessidade de uso de antivertiginosos (como meclizina ou dimenidrinato). Nessas situações, a terapia farmacológica deve ser usada por período curto de tempo, devido efeitos colaterais (como sedação) e interferência no mecanismo de adaptação vestibular. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

📚 Casani AP, Gufoni M, Capobianco S. Current Insights into Treating Vertigo in Older Adults. Drugs & Aging (2021) 38:655–670 https://doi.org/10.1007/s40266-021-00877-z

📚 Furman JM, et al. Treatment of Vertigo. UpToDate. Acesso em Dez/2021
Plantãozinho da residência, madrugada...

Chega seu Manoel de 67 anos acompanhado pelo filho:

"Dr meu pai está com uma dor de garganta intensa há 9 dias, ele já tomou vários medicamentos, mas nada melhora o que ele sente. De 2 dias pra cá, passou a ter febre alta que passa com dipirona mas logo volta". 

A primeira coisa que eu penso, dor de garganta às 2 da madrugada, há 10 dias, tem algo estranho aqui. O filho tira do bolso as medicações que o paciente já tinha usado. 5 Dias de amoxicilina, 2 dias de Azitro, há 1 dia amoxicilina + Clavulanato, Naproxeno e dipirona.  

Apesar do bom estado geral e parâmetros vitais normais (exceto uma febre de 39,1 graus) o paciente se queixava de muita dor de garganta (até mesmo para falar) e hipersalivação. Ao abrir a boca, estava lá um grande abaulamento da amígdala esquerda que desviava a úvula para a direita. 

Como no PS dispunha de Otorrino, levei o paciente até lá. O residente otorrino olhou:

"Vamos resolver agora"

Furou o abaulamento e asp
É muito comum haver prescrição inadvertida de antibióticos para pacientes que não precisam. Esse é um erro que todo mundo já cometeu no PS. Lembra? daquela IVAS que você fica na dúvida, você já fez isso não fez? Fala a verdade! kk

Resfriado comum ou rinossinusite viral é a IVAS que é caracterizada por rinorreia/ congestão nasal (critério obrigatório) + alteração de olfato e/ou dor facial com remissão em até 10 dias. 

Quando esse quadro passa de 10 dias ou o paciente tem piora de sintomas após 5 dias (quando na verdade era pra estar melhorando) nós temos uma entidade chamada de rinossinusite pós viral. Tá, mas aqui já tem indicação de prescrevermos antibióticos? A resposta é ainda NÃO! 

Se essa Rinossinusite pós viral está associada com ≥ 3 de 5 dos seguintes critérios, aí sim você pode caracterizar uma sinusite bacteriana.

1 - Febre > 38 graus 

2 - Piora de um quadro inicialmente brando 

3 - Dor intensa unilateral 

4 - Secreção nasal purulenta (anterior/posterior) 

--Anterior:
Você conhece VPPB? É a sigla para Vertigem postural paroxística benigna. 

Essa é a principal causa de vertigem no mundo. Vertigem é uma "tontura" em que as coisas que estão ao seu entorno se movimentam, mas sem que estejam de fato se movimentando. Desencadear é fácil, dê umas 50 rodadas e depois pare, você terá a sensação do que é uma vertigem...KKKKK

Uma das estruturas responsáveis pelo nosso equilíbrio é o labirinto que fica no ouvido interno. Dentro do ouvido interno, temos os canais semicirculares que são cheios de um líquido que se chama endolinfa. De acordo com a posição da cabeça, esse líquido se movimenta com a gravidade e "emite" para o nosso cérebro a informação da nossa posição. O problema ocorre quando caem umas "pedrinhas" nessas estruturas e o movimento delas (otólitos, canalitíase) dentro da endolinfa desencadeia uma mensagem errada da nossa posição. Isso faz com que tenhamos crises de VPPB. 

Apesar de muita gente chamar de crise de Labirintite, esse termo é errado, u
Fica muito na dúvida de quando dar antibiótico para um paciente com faringite? Então salve este post e não esqueça mais!

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📚 Referência:
Choby, Beth A. "Diagnosis and treatment of streptococcal pharyngitis." Am Fam Physician 79.5 (2009): 383-390.

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Apps para se comunicar com pessoas que tem deficiência auditiva!
Alguns deles: Google Transcrição Instantânea, Apple Live Transcribe, AVA...
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📚 JILLA, Anna M. et al. A Geriatrician's Guide to Hearing Loss. Journal of the American Geriatrics Society, 2021.
Quem dorme mal erra mais? Dá uma olhada nesse estudo que semana passada foi destaque do nosso Giro da Semana no Twitter!!

📚 TROCKEL, Mickey T. et al. Assessment of Physician Sleep and Wellness, Burnout, and Clinically Significant Medical Errors. JAMA Network Open, v. 3, n. 12, p. e2028111-e2028111, 2020.
Qual a relação entre apneia do sono e bicarbonato? Segue o fio!

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Conteúdo elaborado por @feernnandam 

 https://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(13)60326-8/fulltext
Como diagnosticar insonia cronica? 
Qual a terapia de primeira linha? Qual o papel das medicações? 
Raphael, Iago e João discutem juntos um tema aguardado há muito tempo! Falamos sobre isso e muito mais nesse episódio!
Você sabe diferenciar faringite viral de bacteriana? Dá uma olhada no post.

Referência:
Choby, Beth A. "Diagnosis and treatment of streptococcal pharyngitis." Am Fam Physician 79.5 (2009): 383-390.

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RINITE ALÉRGICA! 👃🏻
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Lembre-se de checar a técnica de aplicação das medicações intranasais!
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📚 REFERÊNCIAS:
Dykewicz, Mark S., et al. "Treatment of seasonal allergic rhinitis: an evidence-based focused 2017 guideline update." Annals of Allergy, Asthma & Immunology 119.6 (2017): 489-511.
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Wise, Sarah K., et al. "International consensus statement on allergy and rhinology: allergic rhinitis." International forum of allergy & rhinology. Vol. 8. No. 2. 2018.
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SÍNDROME DE LEMIERRE
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A síndrome de Lemierre, ou trombose supurativa da veia jugular, geralmente é precedida por uma faringite. A inserção de cateteres jugulares também pode levar a essa complicação. A suspeita deve ser levantada quando um paciente persiste febril após um episódio de faringite e apresenta embolos sépticos pulmonares. Em média, o intervalo entre a faringite e o desenvolvimento do quadro é de menos de uma semana.
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O patógeno mais envolvido é o Fusobacterium necrophorum, bacilo gram-negativo anaérobio. Além de êmbolos pulmonares, também são descritos empiema, osteomielite e artrite séptica. O exame complementar mais útil é a tomografia com contraste da região cervical, que em geral é estendida para o tórax para avaliar complicações pulmonares. A ultrassonografia também pode ser utilizada.
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A antibioticoterapia deve incluir cobertura para anaeróbios. As referências citam abordagem cirúrgica em casos refratários. Não há consenso quanto a anticoagulação, sendo preferida e
Sinusite aguda bacteriana ou viral? Antibiótico ou não? Problema muito comum na prática clínica. As diretrizes internacionais sobre sinusite (IDSA de 2012, American Academy of Otorrinolaringology - Head and Neck Surgery Foundation de 2015) recomendam o uso de critérios clínicos para o diagnóstico. O uso de métodos de imagem é recomendado apenas na suspeita de complicações ou para avaliação de diagnósticos diferenciais. A ideia então é não solicitar exame de imagem para quem chega no pronto-socorro com quadro de sinusite na maioria das vezes. 
Lembrando aqui os critérios clínicos:

Sinusite aguda: - Quadro por até 4 semanas de secreção nasal purulenta associada a obstrução nasal ou dor facial

Sinusite bacteriana:
- Sintomas que não melhoram dentro de 10 dias
- Sintomas que pioram dentro de 10 dias após período de melhora(padrão piora, melhora, piora)

Chow, Anthony W., et al. "IDSA clinical practice guideline for acute bacterial rhinosinusitis in children and adults." Clinical Infectio
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