Dor Torácica: Abordagem da Diretriz Brasileira de 2025

Esta aula é exclusiva para alunos do Curso de Atualização em Clínica Médica

Quero assistir
Hospital, Emergência e Intensiva · 0:14:50

Dor Torácica: Abordagem da Diretriz Brasileira de 2025

Assistir no curso

A aula apresenta a abordagem da dor torácica segundo a diretriz brasileira de 2025, com foco na avaliação clínica e nos padrões eletrocardiográficos de alto risco. Ensina o uso de troponina ultrassensível, POCUS e escore HEART para orientar investigação, estratificação e alta segura.

Capítulos

  • 00:00:00 - Dor torácica e avaliação inicial
  • 00:01:26 - ECG: supra de ST e padrões de OCA
  • 00:08:38 - Padrões de alto risco e instabilidade
  • 00:09:04 - POCUS e algoritmos de troponina
  • 00:13:37 - Escore HEART e alta segura
  • 00:14:22 - Resumo da abordagem diagnóstica

Transcrição

  1. 00:00:00 Eu sou o Amir, vou conversar hoje com vocês sobre a diretriz de dor torácica de 2025 brasileira. E os nossos objetivos vão ser, em primeiro lugar, indicar e sistematizar o protocolo de dor torácica, reconhecer quais são os eletrocardiogramas de risco na dor torácica, como utilizar os algoritmos de troponina, identificar aqueles pacientes que vão ser candidatos para uma alta segura, pra gente seguir essa investigação ambulatorial. Aqui está a carinha da nossa diretriz, uma diretriz bem bacana que vale a pena a gente ler. E pra começar, a gente tem que tentar entender qual é o conceito de dor torácica. E a gente já começa tendo que resgatar lá na diretriz americana, porque a nossa não entra muito em detalhe. Então o que seria dor torácica? Seria uma sensação de desconforto na região anterior do tórax, que desperta
  2. 00:00:43 preocupação quanto à possibilidade de um problema cardíaco. Apesar dessa definição longa, ela ainda é cheia de problema, porque vamos parar pra pensar. Nem sempre o paciente vai se apresentar com uma dor torácica. Ele pode estar com desconforto vago, ele pode ter uma dispneia, uma hipotensão sem uma causa clara. Segundo, nem sempre é torácica. O paciente pode ter uma dor irradiada na mandíbula, uma dor irradiada no braço. Então a gente tem que tomar cuidado com essa definição. Se o paciente já tem uma dor torácica, talvez seja a mudança do padrão de dor torácica que a gente vai ter que valorizar. E pra fechar, a gente não deve utilizar aquele termo típico ou atípico, porque quando você fala "ah, é uma dor atípica", você deixa de ter aquela ideia que é uma dor cardíaca e a gente acaba deixando passar algumas coisas.
  3. 00:01:26 A nossa diretriz sistematiza muito bem o atendimento do paciente. Logo ali, quando o paciente entra em contato com o serviço de saúde, o que a gente faz? Monitoriza o paciente, principalmente com um desfibrilador. Se ele estiver dessaturando, colocar um oxigênio com alvo de saturação acima de 90, pega um acesso venoso e coleta logo os exames laboratoriais. Mas o principal, a gente tem que fazer um eletro e interpretar em menos de 10 minutos. Não adianta fazer o eletro e depois deixar ele na parede, só depois a gente vê. Como o eletro é a peça fundamental da nossa investigação, a gente vai comentar cinco padrões de eletro. E o principal que eu queria conversar com vocês era esse aqui, o eletro normal, porque dá uma falsa sensação de tranquilidade. O paciente está com um desconforto torácico, você faz o eletro e tranquilizei.
  4. 00:02:09 Claro que não. A sensibilidade é menor do que 50% desse eletro. E o que a gente vai fazer frente a esse eletro? Primeiro ponto, um baixo limiar pra repetir um próximo eletro. Se esse paciente, principalmente, tiver dor, o que a gente vai fazer? Vai ficar repetindo eletro a cada 10 a 20 minutos, repetir pelo menos dois a quatro eletros, pra gente ver se ele não vai desenvolver alguma coisa. Isso aumenta a sensibilidade pra detecção, por exemplo, de uma síndrome coronariana aguda. E além disso, se você já não fez uma derivação complementar, agora inegociável, tem que fazer a derivação complementar. Até uma dica pra vocês, sempre faça V3R, V4R e V7, V8 e V9 desde o primeiro eletro. Se você sempre faz, no dia que você precisar, você nunca vai ter esquecido
A transcrição completa e o vídeo estão disponíveis para alunos Transcrição automática — pode conter erros.
Curso de Atualização em Clínica Médica
Esta aula faz parte do

Curso de Atualização em Clínica Médica

Acesso a todas as 17 aulas, materiais de apoio e certificado de conclusão.

Com Aline Campos, Amyr Chacar, Ana Carolina Malvaccini, Caio Bastos, Flávio Augusto Barbieri, Frederico Amorim Marcelino, Joanne Alves Moreira, Jonatas Lourival Zanoveli Cunha, João Urbano, João Mendes Vasconcelos, Kaue Dias Malpighi, Lucca Cirillo, Marcela Belleza, Matheus Ribeiro, Nordman Wall, Pedro Rafael Del Santo Magno, Raphael Coelho, Ênio Simas Macedo Conhecer o curso

Resumos de outras aulas