Hospital, Emergência e Intensiva · 0:15:34
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Encefalopatia hepática: Repercutindo a Diretriz Americana de 2026
A aula revisa a diretriz americana de 2026 sobre diagnóstico, rastreamento e classificação da encefalopatia hepática, incluindo o papel limitado da amônia. Aborda tratamento com lactulose e rifaximina, investigação de fatores precipitantes e opções para casos recorrentes ou refratários.
Capítulos
- 00:00:00 - Conceito e classificação da encefalopatia hepática
- 00:01:26 - Diagnóstico e rastreamento da forma oculta
- 00:03:38 - West Haven, asterixis e papel da amônia
- 00:05:07 - Tratamento da forma oculta e diagnósticos diferenciais
- 00:06:31 - Abordagem da forma evidente e local de tratamento
- 00:07:59 - Lactulose e rifaximina no tratamento
- 00:10:58 - Terapias adicionais e cuidados nutricionais
- 00:12:27 - Casos refratários, TIPS e transplante
Transcrição
- 00:00:00 A gente vai começar agora a falar sobre encefalopatia hepática, eu vou trazer pra vocês os highlights sobre o último guideline americano que a gente teve, que trouxe bastante coisa legal. Todos os nossos próximos 15 minutos vai girar em torno desse guideline, a gente vai falar sobre o que mudou no diagnóstico, qual é o papel da amônia, que é um verdadeiro bullying em cima dela, o que eu preciso pensar quando eu suspeito de encefalopatia hepática, a gente vai falar sobre uma abordagem voltada um pouco mais pra abordagem sindrômica. E, por último, pontos chaves do tratamento e aquilo que dá mais dúvida. Um briefing pra todo mundo começar do mesmo ponto. O que é encefalopatia hepática? Encefalopatia hepática é um insulto neurológico decorrente de um acometimento hepático ou um shunt portossistêmico.
- 00:00:43 Em sumo, o grande N de pacientes é os pacientes cirróticos. E por que a gente está falando disso aqui? É, hoje, a complicação mais frequente do paciente cirrótico, é 40% das descompensações internadas no hospital. E um dado que eu achei muito interessante é que 55% dos pacientes depois da alta reinternam em menos de três meses por encefalopatia hepática. Então a morbimortalidade disso é muito grande, e a onerosidade pro sistema público de saúde também. E como que a gente classifica? E aí, sopa de letrinha. Tem cinco jeitos da gente classificar. Dá pra classificar pela etiologia, pelo grau, pelo tempo, se é recorrente ou se não é, pelo fator precipitante, se tem ou se não tem, pela estrutura social, mas o que eu quero dar foco pra vocês foi que a nova diretriz ensacolou em duas grandes
- 00:01:26 denominações, a encefalopatia hepática covert, que a gente vai chamar aqui carinhosamente de oculta, que é a encefalopatia mínima e a encefalopatia West Haven um, que a gente já vai falar o porquê dessa nomenclatura, e a encefalopatia overt, que é a encefalopatia que a gente vai chamar de evidente, como psicotecnicamente o nome já diz, é a encefalopatia que mais manifesta clinicamente. E o que mudou no diagnóstico? O diagnóstico continua sendo essencialmente clínico. Mas pra mostrar pra vocês o que mudou, eu vou dividir de novo agora entre encefalopatia oculta e encefalopatia manifesta. Falando especificamente da oculta, ela é muito subdiagnosticada, porque pelo que o nome já diz, ela é oculta. Então normalmente ela é aquela manifestação dos domínios
- 00:02:08 cognitivos, o paciente com uma dificuldade executiva, uma alteração de ciclo sono vigília, que às vezes o paciente nem relata, vem uma queixa da família ou uma queixa de colegas do trabalho. E aí a pergunta vem, se é difícil, quem que eu tenho que rastrear? E muitos devem ter vindo na cabeça: por que eu não rastreio todo mundo? Guarda essa pergunta, eu vou responder daqui a pouco. Quem que eu rastreio? Dois grupos, os mais graves, então quem tem descompensação, Child B e C, pacientes com hiperamonemia e hipertensão portal clinicamente manifesta. Mas o grupinho que eu queria que vocês dessem mais detalhe na prática de vocês, e que a diretriz deixa isso bem destacado, é quem tem algum tipo de exposição ocupacional. Motoristas, trabalhadores de máquinas pesadas, policiais, porque o prejuízo da função cognitiva, reflexo, pode levar à vida no ambiente de trabalho.
Temas da aula
Esta aula faz parte do
Curso de Atualização em Clínica Médica
Acesso a todas as 17 aulas, materiais de apoio e certificado de conclusão.
Com Aline Campos, Amyr Chacar, Ana Carolina Malvaccini, Caio Bastos, Flávio Augusto Barbieri, Frederico Amorim Marcelino, Joanne Alves Moreira, Jonatas Lourival Zanoveli Cunha, João Urbano, João Mendes Vasconcelos, Kaue Dias Malpighi, Lucca Cirillo, Marcela Belleza, Matheus Ribeiro, Nordman Wall, Pedro Rafael Del Santo Magno, Raphael Coelho, Ênio Simas Macedo Conhecer o cursoResumos de outras aulas
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