Ambulatório · 0:14:03
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Hipertensão: O que você pode estar deixando de fazer
A aula revisa quando tratar a pré-hipertensão e quais metas pressóricas buscar, considerando riscos e tolerabilidade. Também aborda terapia combinada e rastreamento do hiperaldosteronismo primário, incluindo indicações e interferência dos anti-hipertensivos nos exames.
Capítulos
- 00:00:00 - Pré-hipertensão e critérios para tratamento
- 00:04:18 - Metas pressóricas e tolerabilidade
- 00:05:46 - Pressão diastólica e risco cardiovascular
- 00:08:39 - Terapia combinada e polipílula
- 00:10:47 - Rastreamento do hiperaldosteronismo primário
- 00:12:56 - Síntese das recomendações
Transcrição
- 00:00:01 Hipertensão é uma coisa que a gente sempre, na prática clínica, às vezes pensa que é mais simples do que parece. Então a gente resolveu trazer o seguinte recorte: o que você pode estar deixando de fazer no tratamento dos pacientes com hipertensão? E aqui nós vamos falar de quatro tópicos. Primeiro, não tratar alguns pacientes com pré-hipertensão. O segundo, não atingir a meta de tratamento, a gente vai falar um pouquinho mais sobre qual é essa meta. Terceiro, não iniciar terapia combinada ou polipílula para alguns pacientes. E quarto, não rastrear e tratar hiperaldosteronismo primário.
- 00:00:43 E para isso, a gente se baseou em duas diretrizes de 2025, a brasileira e a americana, e a diretriz europeia de 2024, para embasar a nossa conversa. Começando, batendo centro, para falar sobre tratamento farmacológico da pré-hipertensão. Mas para isso, a gente tem que falar do que é pré-hipertensão. E essa não é uma tarefa tão fácil, porque a classificação da pressão arterial é diferente em cada uma das diretrizes. E por isso eu trouxe aqui esses três pares de números para tornar as coisas um pouco mais fáceis. Então, primeiro par de números, 12 por oito, 120 por 80. É relativamente consensual de que valores de pressão menores do que 120 por 80, são
- 00:01:28 considerados uma pressão normal ou não elevada, com a notável exceção aqui da ESC, como eu destaquei ali, que considera valores menores do que 120 por 70. Então tem essa diferencinha na pressão arterial diastólica. Terceiro par de números, no outro extremo, 140 por 90. Então também é consensual que pressões arteriais maiores do que 140 por 90, devem ser consideradas como hipertensão, com um grande detalhe aqui que, segundo a diretriz americana, que é a do centro, a gente vai considerar o paciente como portador de hipertensão quando ele tiver valores sustentados de PA maior ou igual a 130 por 80, que é o nosso segundo par de números aqui.
- 00:02:10 Eu destaquei o 130 por 80, porque ele pode mudar a nossa conduta. Esse valor aqui, quando a gente vai olhar para a diretriz brasileira, que é a terceira coluna, ele vai cair dentro do patamar de pré-hipertensão. Então aqui no Brasil, tudo aquilo que fica entre 120 por 80 e 140 por 90 é considerado pré-hipertensão, mas eu vou dar um destaque para 130 por 80, porque ele muda conduta. Nesse paciente pré-hipertenso, olhem para a coluna do meio do gráfico, que tem uma pressão arterial maior ou igual a 130 por 80, com um alto risco cardiovascular ou maior do que isso calculado pela calculadora
Temas da aula
Esta aula faz parte do
Curso de Atualização em Clínica Médica
Acesso a todas as 17 aulas, materiais de apoio e certificado de conclusão.
Com Aline Campos, Amyr Chacar, Ana Carolina Malvaccini, Caio Bastos, Flávio Augusto Barbieri, Frederico Amorim Marcelino, Joanne Alves Moreira, Jonatas Lourival Zanoveli Cunha, João Urbano, João Mendes Vasconcelos, Kaue Dias Malpighi, Lucca Cirillo, Marcela Belleza, Matheus Ribeiro, Nordman Wall, Pedro Rafael Del Santo Magno, Raphael Coelho, Ênio Simas Macedo Conhecer o cursoResumos de outras aulas
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