Obesidade: Tratamento na era dos injetáveis

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Obesidade: Tratamento na era dos injetáveis

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A aula aborda quando tratar a obesidade, como definir metas de perda de peso e escolher medicamentos conforme eficácia, contraindicações e comorbidades. Também discute progressão de dose, acompanhamento e estratégias de manutenção do tratamento a longo prazo.

Capítulos

  • 00:00:00 - Indicações para tratamento e metas de perda de peso
  • 00:02:50 - Eficácia e escolha dos medicamentos
  • 00:04:17 - Contraindicações e eventos adversos
  • 00:07:53 - Escolha conforme comorbidades e custo
  • 00:09:59 - Progressão de dose e contagem de cliques
  • 00:12:06 - Seguimento e manutenção a longo prazo
  • 00:14:14 - Principais pontos da abordagem terapêutica

Transcrição

  1. 00:00:00 E a ideia é a gente começar discutindo obesidade. A gente tem muita atualização e a ideia é a gente conseguir fazer essa discussão e trazer as evidências mais recentes dentro desse contexto, desse grande tratamento, dessa condição que a gente precisa acompanhar diariamente. Então essas são as principais diretrizes que eu utilizei pra fazer a nossa discussão. Vale citar especialmente a ABESO, que é a nossa referência aqui no Brasil, mas não só ela, a diretriz europeia e até uma revisão recente do ACP sobre o tratamento de obesidade. E a gente vai passar por quatro principais objetivos aqui na nossa aula. Então definir metas terapêuticas de perda ponderal, escolher a farmacoterapia mais eficaz pra cada paciente, individualizar o tratamento conforme
  2. 00:00:45 comorbidade e entender como que a gente vai fazer a progressão de dose. Antes disso, eu queria só pontuar que a gente precisa, antes de chegar e discutir meta, tratamento individualizado, a gente precisa entender quando que a gente vai tratar. Então são duas as recomendações mais formais das sociedades, que elas têm um consenso, que é no IMC maior ou igual a 30 ou no IMC maior ou igual a 27, na presença de complicações relacionadas a esse excesso de adiposidade. E aí tem várias, desde diabetes, hipertensão, dislipidemia, a própria esteatohepatite associada à disfunção metabólica, que é a MASH, e apneia do sono. Então essas são as formais que vocês vão encontrar um consenso entre as várias
  3. 00:01:26 diretrizes, mas existe especialmente uma recomendação que a ABESO comenta, de utilizar a relação altura/cintura ou cintura/altura maior que 05 pra recomendar o tratamento de obesidade, independente do IMC. Mas vale pontuar pra vocês que essa recomendação tem um nível de evidência muito menor, que a maioria dos pacientes vão estar nesses dois grupos que eu citei inicialmente. Então, em relação à meta, não existe um valor absoluto, mas a grande maioria das pessoas vão ter uma meta de pelo menos 10% do peso, que é a maioria dos adultos aqui. Mas a gente já sabe também que uma perda maior do que 5% já tem benefício cardiometabólico. E eu trago pra vocês essa imagem, que é da própria diretriz da
  4. 00:02:08 ABESO, que divide quem seriam as pessoas que eu vou pensar num alvo menor e num alvo maior. Então vocês veem que no centro da tela tem a maioria dos adultos com obesidade, com pelo menos 10% do peso, de perda de peso, enquanto que os pacientes com IMC mais baixo, idade mais avançada, fragilidade ou obesidade sarcopênica, a gente vai pensar num alvo menor. E aí o corte, na maioria das diretrizes, é maior ou igual a 5%. E existe o oposto, os pacientes com IMC mais elevado, com doenças ou sintomas que são passíveis de remissão com pesos maiores, como, por exemplo, a presença de apneia do sono, a gente vai pensar em alvos maiores. E aí também tem uma divergência na literatura, mas maior ou igual a 15% dessa perda
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Com Aline Campos, Amyr Chacar, Ana Carolina Malvaccini, Caio Bastos, Flávio Augusto Barbieri, Frederico Amorim Marcelino, Joanne Alves Moreira, Jonatas Lourival Zanoveli Cunha, João Urbano, João Mendes Vasconcelos, Kaue Dias Malpighi, Lucca Cirillo, Marcela Belleza, Matheus Ribeiro, Nordman Wall, Pedro Rafael Del Santo Magno, Raphael Coelho, Ênio Simas Macedo Conhecer o curso

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