Gliflozinas (inibidores da SGLT2)
As gliflozinas (inibidores da SGLT2) são uma das medicações mais estudadas da última década, com pesquisas mostrando seu benefício em diabetes mellitus tipo 2 (DM2), insuficiência cardíaca e doença renal crônica (DRC). Em maio de 2022, o New England Journal of Medicine (NEJM) lançou uma revisão sobre as gliflozinas no manejo de doenças cardiovasculares e trazemos os principais estudos e indicações aqui [1].
Mecanismo de ação
A reabsorção de glicose nos túbulos renais é ligada a reabsorção de sódio. Isso ocorre através de proteínas carreadoras chamadas de cotransportadores de sódio-glicose (SGLT).
São descritas duas isoformas de SGLT. A SGLT1 localiza-se no intestino delgado, com pouco efeito renal. A SGLT2 é encontrada predominantemente nas células epiteliais dos túbulos renais proximais, sendo responsável por mais de 90% da reabsorção de glicose e 65% da reabsorção de sódio. A gliflozinas inibem a ação da SGLT2, causando glicosúria.
Essas medicações foram inicialmente estudadas na DM2. Vários estudos indicam que as gliflozinas reduzem a hemoglobina glicada de 0,5 a 1,1% [2]. Normalmente não levam a hipoglicemia quando usadas em monoterapia.
O evento adverso mais comum é a infecção genital por fungos. Eventos menos comuns incluem infecção do trato urinário e cetoacidose diabética euglicêmica. O estudo CANVAS com canagliflozina encontrou aumento do risco de amputações, mas isso não foi observado em estudos subsequentes ou com outras medicações da classe [3].
Antes da aprovação das gliflozinas, havia uma preocupação a respeito do aumento de risco cardiovascular com rosiglitazona, um outro agente antidiabético. Esse receio fez com que os pesquisadores tivessem que comprovar a segurança cardiovascular das gliflozinas. Isso levou a descoberta de efeitos benéficos dessa classe em condições cardíacas e renais.
Uso na diabetes e doença cardiovascular aterosclerótica
O primeiro grande estudo que avaliou as gliflozinas em pacientes com DM2 foi o EMPA-REG OUTCOME, comparando empagliflozina com placebo em pacientes com doença cardiovascular [4]. A medicação se provou segura e cardioprotetora, com redução significativa do risco do desfecho composto cardiovascular (morte por doenças cardiovasculares, infarto não-fatal e acidente vascular encefálico não fatal).
A canagliflozina foi estudada pelo programa CANVAS, uma análise de dados de dois estudos, CANVAS e CANVAS-R. Aqui também foi evidenciado benefício em desfechos cardíacos, além de uma redução da progressão da albuminúria.
O benefício renal foi avaliado no estudo CREDENCE, que selecionou pacientes com DM2 e DRC com albuminúria para receber canagliflozina e placebo [5]. A medicação mostrou eficácia em redução do desfecho composto renal (DRC estágio final, aumento da creatinina basal em 2 vezes e morte por doenças renais ou cardiovasculares).
Nesses estudos, a redução de hospitalizações por insuficiência cardíaca (IC) foi consistente. Isso motivou estudos direcionados para o uso das gliflozinas em pacientes com IC (ver seção "Uso na insuficiência cardíaca").
Atualmente, a American Diabetes Association (ADA) recomenda o uso das gliflozinas como primeira linha em pacientes com DM2 e (evidência 1A) [6]:
- Alto risco cardiovascular
- ou
- Diagnóstico de IC ou DRC
Para pacientes de alto risco cardiovascular, os agonistas do GLP-1 também são a primeira opção. Essa recomendação é independente do uso de metformina ou hemoglobina glicada de base.
Uso na insuficiência cardíaca
Partindo da sinalização de benefício dos estudos anteriores, o primeiro grande artigo avaliando os efeitos dos iSGLT2 na IC foi o DAPA-HF [7]. Pacientes com IC de fração de ejeção menor que 40% (ICFEr) e classe funcional NYHA II-IV foram randomizados para dapagliflozina ou placebo. O grupo intervenção teve redução do risco do desfecho primário, composto por morte cardiovascular e hospitalização por IC. Este benefício foi consistente nos subgrupos com e sem diagnóstico de DM2.
Em seguida, o estudo EMPEROR-Reduced reafirmou este benefício com o uso da empagliflozina em pacientes com ICFEr, independente da presença de DM2 [8].
A dúvida restava na população com IC de fração de ejeção maior que 40% (ICFEp). Até então, nenhum estudo mostrava benefício de mortalidade neste grupo.
Em 2021 foi publicado o estudo EMPEROR-preserved, que randomizou pacientes com ICFEp e NYHA II-IV para uso de empagliflozina e placebo [9]. No uso da empagliflozina, houve redução do desfecho cardiovascular composto. Novamente, o benefício foi persistente em pacientes com e sem diagnóstico de DM2.
A diretriz de IC da AHA/ASA de 2022 (veja mais em "Diretriz de Insuficiência Cardíaca AHA 2022") recomenda o uso em [10]:
- ICFEr: nível de evidência 1A, podendo ser introduzidos desde o começo do tratamento.
- IC com fração de ejeção levemente reduzida (40 a 50%) e ICFEp: nível de evidência 2A.
Uso na doença renal crônica
Os estudos previamente citados encontraram uma redução no declínio da função renal em pacientes com diagnóstico de DM2 e DRC, além de redução da albuminúria. Uma meta-análise dos principais estudos com desfecho renal, envolvendo 38.723 pacientes com DM2, mostrou que as gliflozinas reduziram o risco de progressão para diálise, transplante ou morte por causa renal quando comparado com o placebo.
Nos estudos em pacientes com ICFEr, o benefício renal se manteve independente da presença de diagnóstico de DM2. Isso motivou um estudo em que o desfecho primário era renal, o DAPA-CKD [11]. Esse trabalho randomizou pacientes com taxa de filtração glomerular (TFG) entre 25-75 mL/min e relação albumina/creatinina de 200 a 5.000 para receber dapagliflozina ou placebo. No grupo intervenção, houve redução do desfecho composto renal (declínio da TFG de pelo menos 50%, DRC estágio final ou morte por causa renal ou cardiovascular). O benefício foi semelhante em pacientes com e sem DM2.
No guideline de 2022 do KDIGO sobre manejo de DM em pacientes com DRC, é recomendado o uso das gliflozinas nas seguintes situações:
- Pacientes com DM2, DRC e TFG >= 20 mL/min.
Os autores reforçam que a recomendação é para proteção renal e cardiovascular e que apresenta benefício mesmo para pacientes sem DM2.
Referências
Dapagliflozin in Patients with Chronic Kidney Disease
Heerspink HJL, Stefánsson BV, Correa-Rotter R, Chertow GM, Greene T, Hou FF, Mann JFE, McMurray JJV, Lindberg M, Rossing P, Sjöström CD, Toto RD, Langkilde AM, Wheeler DC, DAPA-CKD Trial Committees and Investigators. Dapagliflozin in Patients with Chronic Kidney Disease. N Engl J Med. 2020.
Empagliflozin in Heart Failure with a Preserved Ejection Fraction
Anker SD, Butler J, Filippatos G, Ferreira JP, Bocchi E, Böhm M, Brunner-La Rocca HP, Choi DJ, Chopra V, Chuquiure-Valenzuela E, Giannetti N, Gomez-Mesa JE, Janssens S, Januzzi JL, Gonzalez-Juanatey JR, Merkely B, Nicholls SJ, Perrone SV, Piña IL, Ponikowski P, Senni M, Sim D, Spinar J, Squire I, Taddei S, Tsutsui H, Verma S, Vinereanu D, Zhang J, Carson P, Lam CSP, Marx N, Zeller C, Sattar N, Jamal W, Schnaidt S, Schnee JM, Brueckmann M, Pocock SJ, Zannad F, Packer M, EMPEROR-Preserved Trial Investigators. Empagliflozin in Heart Failure with a Preserved Ejection Fraction. N Engl J Med. 2021.
Cardiovascular and Renal Outcomes with Empagliflozin in Heart Failure
Packer M, Anker SD, Butler J, Filippatos G, Pocock SJ, Carson P, Januzzi J, Verma S, Tsutsui H, Brueckmann M, Jamal W, Kimura K, Schnee J, Zeller C, Cotton D, Bocchi E, Böhm M, Choi DJ, Chopra V, Chuquiure E, Giannetti N, Janssens S, Zhang J, Gonzalez Juanatey JR, Kaul S, Brunner-La Rocca HP, Merkely B, Nicholls SJ, Perrone S, Pina I, Ponikowski P, Sattar N, Senni M, Seronde MF, Spinar J, Squire I, Taddei S, Wanner C, Zannad F, EMPEROR-Reduced Trial Investigators. Cardiovascular and Renal Outcomes with Empagliflozin in Heart Failure. N Engl J Med. 2020.
Dapagliflozin in Patients with Heart Failure and Reduced Ejection Fraction
McMurray JJV, Solomon SD, Inzucchi SE, Køber L, Kosiborod MN, Martinez FA, Ponikowski P, Sabatine MS, Anand IS, Bělohlávek J, Böhm M, Chiang CE, Chopra VK, de Boer RA, Desai AS, Diez M, Drozdz J, Dukát A, Ge J, Howlett JG, Katova T, Kitakaze M, Ljungman CEA, Merkely B, Nicolau JC, O'Meara E, Petrie MC, Vinh PN, Schou M, Tereshchenko S, Verma S, Held C, DeMets DL, Docherty KF, Jhund PS, Bengtsson O, Sjöstrand M, Langkilde AM, DAPA-HF Trial Committees and Investigators. Dapagliflozin in Patients with Heart Failure and Reduced Ejection Fraction. N Engl J Med. 2019.
Canagliflozin and Renal Outcomes in Type 2 Diabetes and Nephropathy
Perkovic V, Jardine MJ, Neal B, Bompoint S, Heerspink HJL, Charytan DM, Edwards R, Agarwal R, Bakris G, Bull S, Cannon CP, Capuano G, Chu PL, de Zeeuw D, Greene T, Levin A, Pollock C, Wheeler DC, Yavin Y, Zhang H, Zinman B, Meininger G, Brenner BM, Mahaffey KW, CREDENCE Trial Investigators. Canagliflozin and Renal Outcomes in Type 2 Diabetes and Nephropathy. N Engl J Med. 2019.
Empagliflozin, Cardiovascular Outcomes, and Mortality in Type 2 Diabetes
Zinman B, Wanner C, Lachin JM, Fitchett D, Bluhmki E, Hantel S, Mattheus M, Devins T, Johansen OE, Woerle HJ, Broedl UC, Inzucchi SE, EMPA-REG OUTCOME Investigators. Empagliflozin, Cardiovascular Outcomes, and Mortality in Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2015.
Canagliflozin and Cardiovascular and Renal Events in Type 2 Diabetes
Neal B, Perkovic V, Mahaffey KW, de Zeeuw D, Fulcher G, Erondu N, Shaw W, Law G, Desai M, Matthews DR, CANVAS Program Collaborative Group. Canagliflozin and Cardiovascular and Renal Events in Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2017.
Sodium-glucose cotransporter 2 inhibitors for type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis
Vasilakou D, Karagiannis T, Athanasiadou E, Mainou M, Liakos A, Bekiari E, Sarigianni M, Matthews DR, Tsapas A. Sodium-glucose cotransporter 2 inhibitors for type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis. Ann Intern Med. 2013.
2022 AHA/ACC/HFSA Guideline for the Management of Heart Failure: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on Clinical Practice Guidelines
Heidenreich PA, Bozkurt B, Aguilar D, Allen LA, Byun JJ, Colvin MM, Deswal A, Drazner MH, Dunlay SM, Evers LR, Fang JC, Fedson SE, Fonarow GC, Hayek SS, Hernandez AF, Khazanie P, Kittleson MM, Lee CS, Link MS, Milano CA, Nnacheta LC, Sandhu AT, Stevenson LW, Vardeny O, Vest AR, Yancy CW. 2022 AHA/ACC/HFSA Guideline for the Management of Heart Failure: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on Clinical Practice Guidelines. Circulation. 2022.
Standards of Medical Care in Diabetes-2022 Abridged for Primary Care Providers
American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes-2022 Abridged for Primary Care Providers. Clin Diabetes. 2022.Aproveite e leia:
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lucas oliveira
Boa noite. Há benefício em pacientes com doença cardiovascular sem DM e sem IC? Obrigado.
João Pedro Noronha Araujo
Equipe GuiaFala Lucas, tudo bem? Ótima pergunta!
Atualmente, não há evidência robusta nem ensaios clínicos randomizados que sustentem o uso dos iSGLT2 em pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, mas sem diabetes mellitus tipo 2, insuficiência cardíaca ou doença renal crônica.
Os benefícios cardiovasculares desses fármacos foram inicialmente demonstrados em populações com DM2, muitas das quais com doença cardiovascular prévia, nos estudos EMPA-REG OUTCOME, CANVAS e DECLARE-TIMI 58.
Na sequência, estudos como DAPA-HF, EMPEROR-Reduced, EMPEROR-Preserved, DAPA-CKD e EMPA-KIDNEY incluíram pacientes sem DM2, mas com IC (fração de ejeção reduzida ou preservada) ou DRC, ampliando as indicações para além do DM2.
Mais recentemente, dois grandes ensaios investigaram o uso de iSGLT2 no contexto pós-infarto agudo do miocárdio :
- DAPA-MI avaliou dapagliflozina em pacientes com IAM, disfunção sistólica do ventrículo esquerdo (VE), mas sem DM2 ou IC prévia. O estudo não demonstrou benefício em reduzir morte cardiovascular ou hospitalização por IC.
- EMPACT-MI avaliou empagliflozina em pacientes hospitalizados por IAM com disfunção sistólica do VE, também sem benefício significativo em mortalidade ou hospitalização por IC em pacientes sem IC prévia.
Esses achados reforçam que o uso de iSGLT2 fora das indicações já validadas ainda carece de comprovação de benefício clínico.
João Pedro Noronha Araujo
Equipe GuiaReferências:
Braunwald E. Gliflozins in the Management of Cardiovascular Disease. N Engl J Med. 2022. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35613023/
EMPA-REG OUTCOME Investigators. Empagliflozin, Cardiovascular Outcomes, and Mortality in Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2015. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26378978/
CANVAS Program Collaborative Group. Canagliflozin and Cardiovascular and Renal Events in Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2017. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28605608/
DECLARE–TIMI 58 Investigators. Dapagliflozin and Cardiovascular Outcomes in Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2019. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30415602/
DAPA-HF Trial Committees and Investigators. Dapagliflozin in Patients with Heart Failure and Reduced Ejection Fraction. N Engl J Med. 2019. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31535829/
EMPEROR-Reduced Trial Investigators. Cardiovascular and Renal Outcomes with Empagliflozin in Heart Failure. N Engl J Med. 2020. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32865377/
EMPEROR-Preserved Trial Investigators. Empagliflozin in Heart Failure with a Preserved Ejection Fraction. N Engl J Med. 2021. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34449189/
DAPA-CKD Trial Committees and Investigators. Dapagliflozin in Patients with Chronic Kidney Disease. N Engl J Med. 2020. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32970396/
Empagliflozin in Patients with Chronic Kidney Disease. N Engl J Med. 2023 . https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36331190/
Andrea Yamasato
quando eu leio esses estudos clinicos com desfechos composto, costumo dar importancia a ver qual dos desfechos foi o que "puxou" mais a significancia, mas aqui vejo que não foi mencionado isso. sei que o poder do estudo é desenhado para achar significancia do desfecho composto e não de cada um por separado, entao minha duvida seria, está errado fazer o q eu faço? não tem importancia?
Kaue Dias Malpighi
Equipe GuiaOlá, Andrea! Em geral, os desfechos compostos agregam desfechos de valores semelhantes, apesar de isto não ser uniforme a depender da qualidade do estudo. Portanto, sempre quando avaliamos um estudo com desfecho composto, devemos fazer isso mesmo: avaliar a relevância de cada desfecho isoladamente, vendo sua importância e a frequência em que ocorreu, para conseguir tomar decisões clínicas de maneira mais adequada. Deixo aqui um artigo que ilustra esse problema e comenta um pouco das vantagens e desvantagens dos desfechos compostos: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12759327/.
Andrea Yamasato
<3 obrigada