Síndrome de von Willebrand
A doença de von Willebrand (DvW) é a coagulopatia hereditária mais comum [1]. A prevalência populacional varia entre 0,8% e 2%, embora muitos não apresentem sangramentos clinicamente relevantes [2,3]. Acredita-se que a condição seja subdiagnosticada no Brasil [4]. Este tópico revisa definição, diagnóstico e manejo da DvW.
Definição e tipos
A doença de von Willebrand (DvW) ocorre por deficiência quantitativa ou disfunção qualitativos do fator de von Willebrand (FvW), levando à tendência hemorrágica [5]. O FvW é uma glicoproteína multimérica que participa na hemostasia primária e secundária. As funções centrais do FvW são [5-7]:
- Adesão e agregação plaquetária: ocorre em áreas de lesão vascular, ligando plaquetas ao colágeno subendotelial, mediada pela glicoproteína Ib (GPIb).
- Carreamento e estabilização do fator VIII (FVIII): evita depuração precoce desse fator.
Defeitos do FvW causam habitualmente sangramentos de mucocutâneos, devido à falha na adesão plaquetária. No entanto, quadros semelhantes à hemofilia A também podem ocorrer, quando a estabilização do FVIII está significativamente comprometida [8,9].
Tipos de DvW
A DvW é classificada, nas formas hereditárias, de acordo com a quantidade e a função do FvW (tabela 1) [5,10,11]. São três grupos principais [5,10,11]:
- Tipo 1: deficiência quantitativa parcial do FvW (inclui o subtipo 1C ou “Vicenza”, com depuração acelerada).
- Tipo 2: defeitos qualitativos do FvW, subdivididos em 2A, 2B, 2M e 2N (o tipo 2N compromete a ligação ao FVIII e pode simular hemofilia A).
- Tipo 3: deficiência quase total do FvW, associada a fenótipo mais grave.
A maioria dos casos de DvW (cerca de 75%) são do tipo 1, o tipo mais leve. O tipo 3, mais grave, representa menos de 5% [5,12]. Homens e mulheres são igualmente afetados. O diagnóstico é mais frequente nas mulheres por conta dos desafios hemostáticos da menstruação e do parto [13].
Síndrome de von Willebrand adquirida
A DvW pode ser adquirida, sendo denominada nesses casos de síndrome de von Willebrand adquirida (SvWA). Entre as causas descritas estão doenças linfoproliferativas, mieloproliferativas, cardiovasculares e autoimunes (tabela 2). Na SvWA, a deficiência de FvW também pode ser quantitativa ou qualitativa [6,10,11].
Alguns elementos auxiliam a distinguir SvWA (adquirida) de DvW (hereditária). A SvWA é mais provável quando o início dos sangramentos ocorre após os 50 anos, especialmente em indivíduos que já passaram por cirurgias ou procedimentos invasivos sem sangramento anormal, em geral no contexto de uma doença associada (tabela 2) e com história familiar negativa [14]. A DvW costuma se apresentar com sangramentos na infância, adolescência ou início da vida adulta, muitas vezes sem necessidade de exposições de risco prévias, com história familiar positiva e habitualmente sem outra doença sistêmica que explique o quadro [15,16].
Uma causa clássica de SvWA é a síndrome de Heyde. Nessa situação, o estresse de cisalhamento em uma valva aórtica com estenose promove a quebra dos multímeros do FvW [17]. A condição é reconhecida pela associação de estenose aórtica, angiodisplasia gastrointestinal e sangramento digestivo [18]. O tratamento definitivo é a substituição valvar aórtica, que pode corrigir o distúrbio da coagulação [19].
Quando suspeitar
O padrão de sangramento na DvW é predominantemente mucocutâneo. Os pacientes relatam epistaxe recorrente, equimoses fáceis, sangramento gengival, menorragia, sangramento prolongado após pequenos cortes, procedimentos odontológicos ou cirurgias e hemorragia pós-parto.
A gravidade varia entre os tipos. Em geral, o tipo 1 cursa com sangramentos leves a moderados, o tipo 2 tem expressão intermediária e mais heterogênea e o tipo 3, mais grave, pode ter hemartroses e hematomas musculares semelhantes ao das hemofilias (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22918553/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25696905/).
A menorragia é uma das apresentações mais frequentes em mulheres com DvW e muitas vezes é o motivo da investigação que leva ao diagnóstico (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20584085/). Deve-se considerar DvW em mulheres com (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40955497/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31624107/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31441825/):
- Menstruações desde a menarca com duração > 7 dias, coágulos grandes, troca de absorvente ≤ 2 horas ou extravasamento intenso para roupas.
- Menorragia sem mioma, pólipo ou outra lesão estrutural que justifique o quadro.
- Anemia ferropriva recorrente ou refratária às reposições habituais.
- Falha de tratamento de primeira linha para sangramento uterino intenso.
- Associação com outros sangramentos de mucosa ou história familiar sugestiva de distúrbio hemorrágico.
Hemorragia de cisto ovariano pós-ovulação é uma possível manifestação da DvW. Pode ocorrer com dor abdominal súbita, instabilidade hemodinâmica ou queda abrupta da hemoglobina, especialmente quando há ruptura e hemoperitônio (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17482662/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19187196/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19187196/).
Fora do contexto ginecológico, a DvW costuma ser descoberta após um desafio hemostático, como sangramento desproporcional após pequenos traumas, extração dentária, tonsilectomia, adenoidectomia ou cirurgias de pequeno e médio porte, ou hemorragia pós-parto excessiva (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3492222/). Hemorragia gastrointestinal, especialmente por angiodisplasias, pode ocorrer especialmente em idosos ou naqueles com os tipos 2 ou 3 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25381842/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22918553/).
Ferramenta de avaliação de sangramentos - Bleeding assessment tool (ISTH-BAT)
A bleeding assessment tool (BAT), da International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH), conhecida como ISTH-BAT, é um questionário padronizado que atribui uma pontuação à ocorrência, frequência e gravidade de diferentes tipos de sangramento (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20626619/). A BAT-ISTH considera a ocorrência, frequência e gravidade de sintomas hemorrágicos por um sistema padronizado de pontuação (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40845253/).
Essa ferramenta é recomendada como triagem em pacientes com baixa probabilidade de DvW, como mulheres com queixa de sangramento menstrual intenso na atenção primária, para selecionar quem deve seguir para investigação laboratorial (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570651/). Em indivíduos com probabilidade intermediária ou alta, como aqueles encaminhados ao hematologista por sangramento anormal, TTPa prolongado ou familiares de primeiro grau afetados, o BAT não deve ser usado para decidir se há necessidade de investigação. Nesses casos, os testes de laboratoriais devem ser realizados independentemente da pontuação, e o BAT pode ser usado para documentar e quantificar a gravidade do sangramento (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570651/).
Exames: o que solicitar, como interpretar e como classificar
O fluxograma 1 apresenta o algoritmo diagnóstico baseado nas diretrizes atuais (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570651/).
Exames de primeira linha - diagnóstico de DvW
Na investigação inicial da suspeita de DvW, devem ser realizados hemograma, tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa). O hemograma avalia anemia secundária a sangramentos crônicos e plaquetopenia. O TP costuma ser normal, enquanto o TTPa pode estar normal ou prolongado, especialmente quando o fator VIII está reduzido (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570651/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40845253/).
O PFA-100/200 (Platelet Function Analyzer) é uma opção adicional de triagem, sendo sensível à deficiência moderada/grave de FvW e a outros distúrbios de função plaquetária. Este exame não é específico e pode ser normal em formas leves. Um resultado normal não afasta DvW (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570651/).
TTPa e/ou PFA alterados são compatíveis com DvW, mas nenhum deles confirma ou exclui o diagnóstico. No paciente com história sugestiva, exames normais não afastam a doença, e a investigação deve prosseguir com os testes específicos de FvW (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570651/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40845253/).
O diagnóstico e a classificação da DvW exigem a realização de exames específicos para a doença. Os testes podem ser de primeira linha (para confirmar ou excluir o diagnóstico) ou de segunda linha (para definir o subtipo). Os testes de primeira linha são (tabela 3) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31353031/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31808831/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570651/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40845253/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27959741/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39054329/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37601016/):
- Dosagem do antígeno do fator de von Willebrand (FvW:Ag): quantifica o FvW plasmático. Para DvW tipo 1, valores de FvW < 0,30 UI/mL em pacientes sem sangramento, e níveis < 0,50 UI/mL na presença de sangramento, são considerados diagnósticos da doença. No tipo 3, os níveis são muito mais baixos ou até indetectáveis.
- Atividade do FvW dependente de plaqueta (FvW:R): tradicionalmente medida pelo cofator da ristocetina (FvW:RCo). Existem métodos automatizados mais modernos que também fazem essa aferição, como os ensaios baseados em ristocetina que utilizam GPIb recombinante (VWF:GPIbR) ou em GPIb recombinante mutado com ganho de função (VWF:GPIbM).
- Relação entre atividade do FvW e quantidade do FvW (FvW:R/FvW:Ag) avalia a proporção entre a função do FvW e sua quantidade. Valores menores que 0,7 indicam perda de função desproporcional à quantidade do FvW e sugerem defeitos qualitativos, típicos dos tipos 2A, 2B e 2M.
- Atividade do FVIII (FVIII:C): como o FvW estabiliza o FVIII, sua atividade pode estar reduzida, especialmente nos tipos 2N (defeito funcional exclusivo da ligação FvW-FVIII).
Interferências e exames de segunda linha (classificação da DvW)
Os principais testes de segunda linha utilizados na confirmação dos subtipos da DvW estão na tabela 3. Idealmente, a testagem do FvW deve ser realizada em condições fisiológicas basais. Diversos modificadores fisiológicos e genéticos influenciam os exames que avaliam o FvW, impactando no diagnóstico (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570651/).
O FvW é um reagente de fase aguda que se eleva em resposta a estresse, inflamação, exercício, sangramento, uso de estrogênios ou gestação. Nessas situações, podem ocorrer resultados falsamente aumentados (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570651/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40845253/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39054329/).
O principal modificador genético fora do gene FvW é o grupo sanguíneo ABO. Indivíduos com sangue tipo O apresentam níveis mais baixos de FvW (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3495304/). Apesar disso, as diretrizes atuais para DvW não exigem intervalos de referência específicos para o sistema ABO (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570651/).
Manejo de sangramentos menores, menorragia e cuidados de rotina
O manejo da DvW envolve duas abordagens principais (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570647/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41201390/):
- Terapias que aumentam o FvW (e FVIII): desmopressina (DDAVP) e concentrados de FvW.
- Terapias adjuvantes: antifibrinolíticos e medidas hormonais nas mulheres com menorragia.
Desmopressina (DDAVP)
O DDAVP promove a liberação endotelial do FvW armazenado, com aumento transitório de seus níveis circulantes e do FVIII. É a primeira linha em indivíduos com níveis basais suficientes para mobilizar esses estoques, especialmente no tipo 1. Pode ser útil nos subtipos 2A, 2M e 2N, que liberam FvW disfuncional, desde que a resposta ao medicamento tenha sido previamente verificada (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570647/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41201390/).
O teste de resposta ao DDAVP deve ser feito eletivamente. A dosagem de FvW e FVIII é realizada antes, 1 hora e 4 horas após a aplicação, para avaliar se há elevação adequada e identificar possível queda entre 1 e 4 horas, padrão que sugere depuração acelerada (tipo 1C) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570647/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41201390/).
As principais limitações e contraindicações do DDAVP são (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570647/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41201390/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35199198/) :
- DvW tipo 3 (ineficaz) e tipo 2B (risco de trombocitopenia e piora do sangramento).
- Doença cardiovascular ativa (coronariana, cerebrovascular ou vascular periférica).
- Risco de hiponatremia, exigindo restrição hídrica. Cautela adicional em crianças pequenas e pacientes com epilepsia.
- Seguro na gestação, porém evitar na pré-eclâmpsia.
- Uso contínuo limitado a 2–3 dias, para reduzir o risco de hiponatremia e taquifilaxia.
Concentrados de FvW e antifibrinolíticos
Concentrados de FvW são utilizados quando o DDAVP é contraindicado ou ineficaz (tabela 4) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570647/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41201390/).
Ácido tranexâmico ou ácido aminocapróico são antifibrinolíticos que podem ser usados isoladamente ou associados às terapias que elevam FvW, conforme a intensidade do sangramento ou o tipo de procedimento. Isolados, são especialmente úteis em epistaxe, sangramentos de mucosa, menorragia e após extrações dentárias (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570647/).
Manejo de sangramentos menores
Para sangramentos menores (mucocutâneos, epistaxe, sangramento gengival, pós-procedimento odontológico simples, pequenos traumas), o manejo habitual envolve (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570647/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41201390/):
- DDAVP: nos pacientes previamente testados e respondedores, especialmente no tipo 1.
- Concentrado de FvW: na ineficácia ou contraindicação do DDAVP, ou na previsão de necessidade de cobertura por mais de 2–3 dias.
- Antifibrinolíticos (ácido tranexâmico ou aminocapróico): isolados ou associados às terapias acima nos sangramentos de mucosa.
Doses, vias de administração, metas de FvW/FVIII, duração do tratamento e efeitos adversos estão na tabela 4.
Menorragia e cuidados de rotina
Na menorragia, opções de primeira linha incluem terapia hormonal (contraceptivo combinado ou sistema intrauterino de levonorgestrel) e ácido tranexâmico, conforme o desejo reprodutivo (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24264714/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31441825/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570647/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41201390/).
Entre os cuidados de rotina em pacientes com DvW, destacam-se (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570647/, https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_tratamento_willebrand.pdf, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32496614/, https://www.haemophilia.org.au/HFA/media/Documents/von%20Willebrand%20Disorder/A-guide-for-people-living-with-von-Willebrand-disorder.pdf):
- Rastrear e repor ferro nos sangramentos crônicos.
- Evitar anti-inflamatórios não esteroidais e ácido acetilsalicílico, sempre que possível, por prejudicarem a função plaquetária.
- Planejar procedimentos e cirurgias com antecedência e definir com a hematologia a necessidade de DDAVP, concentrado de FvW e/ou antifibrinolíticos.
- Orientar sobre sinais de sangramento relevante e quando procurar atendimento médico.
Sangramentos maiores e profilaxia de sangramento para procedimentos
A profilaxia de sangramento em procedimentos invasivos depende do porte cirúrgico e do tipo de DvW. Em geral, o objetivo é manter atividade de FvW (e FVIII, quando aplicável) ≥ 50 IU/dL durante o período de risco (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570647/).
Procedimentos e cirurgias de pequeno porte
Incluem extrações dentárias simples, endoscopias sem biópsia extensa, histeroscopia diagnóstica, pequenas biópsias cutâneas e outros procedimentos de baixo risco de sangramento (tabela 4) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33496750/). A profilaxia de sangramento envolve terapias que elevam os níveis de FvW (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570647/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41201390/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32496614/):
- DDAVP: primeira opção nos pacientes previamente testados e respondedores. Associar ácido tranexâmico quando houver envolvimento de mucosa.
- Concentrado de FvW: na contraindicação ao DDAVP ou quando há necessidade de cobertura por mais 24–48 horas. O objetivo é atingir FvW ≥ 50 UI/dL nas horas que antecedem o procedimento e nas primeiras 24–72 horas de pós-operatório.
Cirurgias de grande porte e sangramentos maiores
Nas cirurgias de grande porte (procedimentos ortopédicos extensos, neurocirurgias, cirurgias abdominais maiores ou cesariana complicada) e nos sangramentos maiores (hemorragia gastrointestinal significativa, hemorragia pós-parto, hemartroses extensas ou sangramento intracraniano), a terapia de escolha é a infusão de concentrados de FvW, com meta de atividade de FvW ≥ 100 IU/dL no pré-operatório imediato e no controle inicial do sangramento agudo (tabela 4) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33570647/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41201390/, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32496614/).
Aproveite e leia
- Características dos Anticoagulantes na DRC
- Anticoagulação no tromboembolismo venoso e DRC
- Anticoagulação na fibrilação atrial e DRC
- Qual o papel do fechamento do apêndice atrial?
- O que são e como atuam os inibidores checkpoints imunes?
- Quais são os principais efeitos adversos dos ICIs?
- Como é feito o diagnóstico e quais são os fatores de risco?
- Como é feito o manejo dos efeitos adversos?
- Mecanismo de ação
- Uso dos bisfosfonatos na osteoporose primária
- Uso dos bisfosfonatos em outros cenários
- Cuidados com o uso
- Efeitos adversos
- Risco Cardiovascular
- Doenças Respiratórias
- Doença Renal
- Diagnóstico com medidas no consultório
- Medida ambulatorial de pressão arterial (MAPA)
- Medida residencial da pressão arterial (MRPA)
- Automedida da pressão arterial (AMPA) e medida desacompanhada de pressão arterial (MDPAC)