Pneumologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Hematologia e Reumatologia: Escolha dos Editores 2025

Criado em: 22 de Dezembro de 2025 Autor: Revisor: João Mendes Vasconcelos

Esse especial de fim de ano reúne os melhores conteúdos dessas especialidades publicados no Guia em 2025, selecionados por impacto na prática dos assinantes. Atualizações que mudam conduta, revisões objetivas e pontos-chave. 

Pneumologia: Melhores 2025

Vídeo 1
Especial Guia - Pneumologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Hematologia e Reumatologia
Especial Guia - Pneumologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Hematologia e Reumatologia

Veja o tópico "Atualização de Asma: GINA 2025" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • Houve mudança na terminologia do diagnóstico de asma. O novo termo “variação no fluxo expiratório” enfatiza a variabilidade da função pulmonar expiratória, considerando melhora ou piora, independentemente da presença de limitação no momento da avaliação. 
  • O fenoterol (Berotec®) foi incluído na lista de medicamentos não recomendados para o tratamento da exacerbação da asma. Além disso, houve uma redução na dose recomendada de CI para o Track 2 na abordagem de tratamento da asma.
  • Uma nova revisão sistemática sugere que o uso de VNI no tratamento da exacerbação aguda de asma melhora desfechos como progressão para IOT. O novo documento do GINA, no entanto, não apresentou uma recomendação específica sobre essa modalidade de tratamento.

Veja o tópico "Atualização de DPOC: GOLD 2025" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • Valores espirométricos de VEF1/CVF ≥ 0,7 pré-BD descartam a presença de DPOC em pacientes com baixa probabilidade pré-teste.
  • Pacientes com exacerbações frequentes e persistentes devem realizar TC de tórax para investigar a presença de bronquiectasias ou infecções atípicas. Estima-se que 30% ou mais dos pacientes com DPOC e VEF1 ≤ 50% apresentam bronquiectasia, achado que altera o manejo.
  • O histórico de internações por exacerbações de DPOC está associado a aumento do risco cardiovascular, especialmente para descompensações de insuficiência cardíaca. O limiar para a solicitação de troponina e BNP desses pacientes deve ser baixo.
  • Pacientes com uso prévio de LABA-ICS devem ser manejados conforme a presença de histórico de exacerbação e controle de sintomas.
  • Dois novos medicamentos podem ser associados a pacientes com terapia otimizada: a ensifentrina para pacientes com persistência de dispneia e o dupilumabe para pacientes que mantêm quadros de exacerbações.

Endocrinologia: Melhores 2025

Veja a revisão "Diabetes Mellitus Tipo 2 - Atualização da American Diabetes Association de 2025" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • Diagnóstico do diabetes mellitus (DM): dosagem da glicemia de jejum, hemoglobina glicada ou teste de tolerância oral à glicose. 
  • Quanto à fisiopatologia, o DM2 está associado à resistência à insulina, enquanto o DM1 à ausência da produção de insulina por destruição autoimune das células beta pancreáticas.
  • No DM tipo 2, a apresentação é insidiosa e pouco sintomática, com a possibilidade de presença de complicações microvasculares já ao diagnóstico.
  • No DM tipo 2, é recomendado rastreamento de nefropatia, retinopatia e neuropatia diabética.
  • Doença cardiovascular é a principal causa de morte em pacientes com DM.
  • Comorbidades associadas ao aumento do risco cardiovascular devem ser pesquisadas e tratadas.
  • Alvo glicêmico em geral: hemoglobina glicada < 7,0%. Alvos glicêmicos devem ser individualizados conforme a expectativa de vida e o risco de hipoglicemias.
  • Terapia farmacológica é indicada para todos com DM tipo 2.
  • Objetivo do tratamento do DM: controle glicêmico, melhor controle de comorbidades e redução da mortalidade.
  • Tratamento não medicamentoso do DM tipo 2: planejamento nutricional, atividade física e cessação de tabagismo.
  • Pacientes com DM tipo 2 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, alto risco cardiovascular, insuficiência cardíaca e/ou doença renal crônica: utilizar inibidores de SGLT2 e/ou análogos do GLP1.
  • Pacientes com DM tipo 2 sem doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida: escolha das drogas deve considerar manejo do peso, atenuação de doença hepática esteatótica e controle glicêmico. 
  • Terapia inicial com insulina: recomendada se houver sintomas de hiperglicemia, níveis de hemoglobina glicada > 10% ou glicemia ≥ 300 mg/dL.
  • Uma estratégia comum de insulinização é a insulina de ação intermediária ou longa, que é usada uma vez no dia (insulinização basal).
  • Durante o uso de insulinização basal, deve-se atentar para overbasalization. Características do excesso de insulina basal: diferença entre a glicemia antes de dormir e em jejum > 50 mg/dL; glicemia pós-prandial > 180 mg/dL; hipoglicemias e dificuldade em atingir alvo de hemoglobina glicada.
  • Deve-se avaliar a presença de fatores de risco para hipoglicemia e orientar quanto ao tratamento de episódios hipoglicêmicos.

Veja o tópico "Vitamina D: Nova Diretriz para Mensuração e Reposição" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • A nova diretriz de vitamina D da sociedade europeia de endocrinologia sugere não utilizar mais valores laboratoriais como classificação da deficiência de vitamina D. O documento abandona o nível alvo de 30 ng/mL sugerido em referências anteriores.
  • Não é recomendada dosagem de rotina da vitamina D. A suplementação deve ser realizada em perfis populacionais específicos, como na osteoporose e para indivíduos saudáveis dos seguintes perfis: maiores de 75 anos, crianças e adolescentes entre 1 e 18 anos, gestantes e pessoas com pré-diabetes com alto risco.
  • A diretriz também reforça que não se deve utilizar valores de vitamina D sérica para embasar as doses de suplementação. As recomendações sugeridas dividem-se por faixa etária ou conforme a condição clínica do paciente. Deve-se preferir administração diária em vez de doses altas administradas em intervalos prolongados.

Gastroenterologia: Melhores 2025

Veja o tópico "Novo Consenso de Síndrome Hepatorrenal" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • O novo consenso recomenda não utilizar os termos síndrome hepatorrenal (SHR) tipo 1 e tipo 2. Os critérios para SHR com lesão renal aguda (IRA) foram atualizados para: presença de cirrose com ascite associada a IRA (definida pelos critérios KDIGO), com ausência da melhora da creatinina e/ou débito urinário após 24 horas de expansão volêmica adequada e ausência de evidências robustas de outra etiologia como causa primária da IRA.
  • Não se recomenda mais a expansão volêmica com albumina 1g/kg por 48 horas. Agora a diretriz sugere avaliar o estado volêmico e corrigir conforme a impressão clínica. Estados volêmicos incertos ou difíceis de avaliar, o documento sugere expansão com 250–500 ml de cristaloides ou 1 a 1,5 g/kg de albumina de 20 a 25%.
  • A base do tratamento da SHR-IRA é o uso de vasoconstritores. O consenso reforça a terlipressina como medicamento de primeira escolha. Ela parece ser superior à noradrenalina para reversão da IRA, pode ser feita sem necessidade de monitorização e em acesso periférico.

Hematologia: Melhores 2025

Veja o tópico "Nova Diretriz de Diagnóstico de Deficiência de Vitamina B12" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • A ausência de anemia ou macrocitose não exclui a deficiência de vitamina B12. Em uma coorte, 28% dos pacientes com neuropatia decorrente de deficiência de vitamina B12 não possuíam alterações hematológicas. A deficiência de vitamina B12 pode ocorrer por ingestão inadequada, má absorção por diversas condições gastrointestinais ou aumento das necessidades fisiológicas.
  • O novo documento recomenda investigar pacientes com sinais ou sintomas comuns, como anemia ou glossite associados a um fator de risco, como pacientes pós-gastrectomia. Não há um teste padrão-ouro para o diagnóstico. Os exames iniciais incluem cobalamina (B12 total) ou holotranscobalamina (B12 ativa).
  • Recomenda-se a investigação de gastrite atrófica autoimune em todos os pacientes sem investigação etiológica prévia e sem histórico de cirurgias que afetam a absorção dessa vitamina. O teste inicial para a investigação é a dosagem do anti-fator intrínseco. É sugerido também realizar testes sorológicos para doença celíaca quando a causa da deficiência de vitamina B12 ainda é desconhecida. A diretriz brasileira recomenda ainda a solicitação de Vit B12 a cada quatro anos para pessoas que usam metformina.

Reumatologia: Melhores 2025

Veja o tópico "Fator Antinuclear (FAN): O Que o Clínico Precisa Saber" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • O fator antinuclear (FAN) não é um autoanticorpo isolado, mas um exame que identifica diversos autoanticorpos. Um resultado positivo indica que há autoanticorpos presentes na amostra e pode ser quantificado (amostras positivas diluídas progressivamente, como 1:80, 1:160...) e também avaliado o padrão de imunofluorescência.  
  • O VI consenso brasileiro sobre autoanticorpos recomenda considerar como positivo o FAN em diluições de 1:80 ou maiores.
  • As principais situações para a solicitação do exame são: suspeita de doença reumática imunomediada, suspeita de hepatite autoimune e colangite biliar primária e em pacientes com fenômeno de Raynaud. A campanha Choosing Wisely recomenda solicitar o FAN apenas quando houver alta probabilidade pré-teste de doença reumática imunomediada.
  • O FAN negativo reduz a probabilidade de doença reumatológica imunomediada, mas não exclui completamente a possibilidade de doenças autoimunes. Em pacientes com FAN positivo, o passo seguinte é identificar o(s) autoanticorpo(s) envolvido(s). Cada padrão de FAN está associado a autoanticorpos específicos.
  • O teste positivo não representa necessariamente um processo patológico. O padrão nuclear pontilhado fino denso é característico de indivíduos saudáveis, mesmo em altos títulos, e não está relacionado a doenças reumatológicas. Esse padrão pode estar presente em até 4 a 20% da população saudável.

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