Edição #146 - Escolha dos Editores 2025

Cardiologia: Escolha dos Editores 2025

Criado em: 22 de Dezembro de 2025 Autor: Revisor: Nordman Wall

Esse especial de fim de ano reúne os melhores conteúdos de cardiologia publicados no Guia em 2025, selecionados por impacto na prática dos assinantes. Atualizações que mudam conduta, revisões objetivas e pontos-chave.

Dor Torácica no Pronto-Socorro: Diretriz Brasileira de 2025

Vídeo 1
Especial Guia TdC - Cardiologia
Especial Guia TdC - Cardiologia

Veja o tópico "Dor Torácica no Pronto-Socorro: Diretriz Brasileira de 2025" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • A abordagem à dor torácica aguda na emergência é constituída por 4 passos essenciais: avaliação inicial e eletrocardiograma; condução dos pacientes instáveis; aplicação de escores de risco; escolha por estratificação não invasiva. 
  • A nova diretriz brasileira de 2025 é o primeiro documento a recomendar a avaliação do ECG para além do supradesnivelamento do segmento ST. Deve-se avaliar o ECG considerando padrões sugestivos de oclusão coronariana aguda associada a piores desfechos. Veja os padrões de ECG descritos na diretriz aqui.
  • Para pacientes instáveis com dor torácica no serviço de emergência, a diretriz brasileira recomenda o uso do POCUS para avaliação de diagnóstico diferencial e tomada de conduta.
  • Deve-se evitar o uso de termos como dor torácica "atípica" ou classificar a dor em tipos A/B/C/D. O recomendado é o uso de escores de risco e fluxograma protocolar para tomada de decisão.

Novo Paradigma de Infarto: Oclusão Coronariana Aguda

Veja o tópico "Novo Paradigma de Infarto: Oclusão Coronariana Aguda" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • O diagnóstico de IAM é feito por variação dos níveis de troponina associado a evidências clínicas, eletrocardiográficas ou de imagem sugestivas de isquemia miocárdica aguda. Atualmente, para definir IAMCSST, é necessário um dos seguintes critérios: nova elevação do segmento ST em pelo menos duas derivações contíguas ≥ 1 mm em todas as derivações, exceto V2 e V3; novo bloqueio de ramo. Em V2 e V3, os cortes variam conforme gênero e idade.
  • A classificação baseada no supradesnivelamento do segmento ST busca identificar pacientes que provavelmente possuem oclusão coronariana e define conduta terapêutica (trombólise), no entanto possui limitações quanto a sua acurácia. Outras condições causam supradesnivelamento de ST e é possível ter oclusão coronariana aguda sem supradesnivelamento. Um novo paradigma na abordagem do infarto foi elaborado para tentar superar essas limitações. A nova proposta divide síndromes coronarianas em OCA (oclusão coronariana aguda) e NOCA (não-oclusão coronariana aguda).
  • Outros padrões eletrocardiográficos sem supradesnivelamento de ST se relacionam à OCA. Apesar da incorporação desse novo paradigma na recente diretriz brasileira de SCA, ainda não há recomendações para o uso de trombolíticos em pacientes que se enquadram em critérios de OCA sem supradesnivelamento de ST.

Síndromes Coronarianas Agudas - Diretriz AHA/ACC 2025

Veja a revisão "Síndromes Coronarianas Agudas - Diretriz AHA/ACC 2025" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • A nova diretriz da AHA sobre síndrome coronariana aguda (SCA) agrupa os cenários de infarto agudo do miocárdio (IAM) com supradesnivelamento de ST, sem supradesnivelamento de ST e angina instável. A definição de IAM é composta pela evidência de injúria miocárdica (curva de troponina) associada a sinais/sintomas de isquemia aguda ou achados eletrocardiográficos (ECG) ou de imagem sugestivos de obstrução de coronária.
  • Na suspeita de SCA, um ECG de 12 derivações deve ser realizado imediatamente e interpretado em até 10 minutos. O HEART pathway auxilia no processo de tomada de decisão. Pacientes devem receber AAS e suplementação de O2 na suspeita de SCA. A decisão pelo segundo antiplaquetário depende da estratégia de reperfusão escolhida.
  • A terapia de reperfusão por intervenção coronariana percutânea com stent (ICP) é a preferencial para todo paciente com IAM-CSST. Para pacientes com SCA-SSST, o momento da ICP depende do risco do paciente. A terapia fibrinolítica está reservada apenas para pacientes com IAM-CSST e deve ser realizada em até 30 minutos caso não seja possível realizar ICP localmente ou transferência com duração maior que 120 minutos. O trombolítico deve ser administrado em pacientes com início de sintomas em menos de 12 horas.
  • A cirurgia de revascularização do miocárdio é uma opção para a minoria de pacientes com SCA. Possui maior valor em pacientes com SCA-SSST, sendo uma opção para IAM-CSST, caso a ICP não seja possível por razões anatômicas ou não for bem sucedida.
  • Pacientes com SCA devem realizar DAPT e anticoagulação parenteral. Pacientes que realizaram trombólise e preencheram critérios de reperfusão, possuem indicação de realizar avaliação adicional com ICP em até 24 horas (estratégia farmacoinvasiva). Pacientes que não preencheram critérios de reperfusão devem ser imediatamente transferidos para realização de ICP.
  • Pacientes com IAM-SSST possuem risco intermediário e devem realizar estratégia de estratificação invasiva.
  • A nova diretriz reitera o uso de DAPT após o evento, associando IECA ou BRA em pacientes com fatores de alto risco, terapia para dislipidemia e considerar a introdução de colchicina em doses baixas. Deve-se atentar para o risco de complicações mecânicas ou elétricas, assim como risco de pericardite ou trombo no ventrículo esquerdo.

Atualizações em Hipertensão Arterial Sistêmica: Diretrizes da AHA e SBC de 2025, e ESC de 2024

Veja o tópico "Atualizações em Hipertensão Arterial Sistêmica: Diretrizes da AHA e SBC de 2025" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • A nova diretriz da AHA sugere uma estratégia de rastreio amplo de hiperaldosteronismo primário (HAP) para todos os pacientes com HAS. A suspeita aumenta conforme o grau de hipertensão: pacientes com PA > 140/90 mmHg possuem incidência de HAP semelhante a pacientes com hipertensão resistente, cerca de 22%.
  • Pacientes com PAS ≥ 130 e/ou PAD ≥ 80 mmHg devem iniciar tratamento medicamentoso se apresentarem: IC, AVC, DAC, Diabetes ou DRC. Pacientes sem comorbidades devem realizar estratificação de risco cardiovascular pelo escore PREVENT. A AHA recomenda início de anti-hipertensivos em pacientes com PREVENT com risco cardiovascular ≥ 7,5% em 10 anos. A SBC recomenda início de terapia em pacientes com PREVENT com risco cardiovascular > 20%, compartilhando a possibilidade do início após uma tentativa de MEV por 3-6 meses.
  • Pacientes com hipertensão resistente devem investigar causas secundárias e ter a prescrição revista em busca de possíveis interações medicamentosas que diminuam o efeito dos anti-hipertensivos. As causas secundárias de hipertensão mais prevalentes são: apneia obstrutiva do sono (25-50%), DRC (14%) e hiperaldosteronismo primário (5-25%).

Atualização da ESC 2025 sobre a Diretriz de Dislipidemias

Veja o tópico "Atualização da ESC 2025 sobre a Diretriz de Dislipidemias" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • A atualização da diretriz de dislipidemia de 2025 da ESC reforça que a redução de LDL é o foco principal do tratamento de dislipidemia. A lipoproteína(a) possui associação com risco cardiovascular, principalmente com valores acima de 50 mg/dL, no entanto, a diretriz enfatiza que a solicitação de lipoproteína(a) não substitui os valores de LDL como alvo na terapia para redução de risco cardiovascular.
  • O primeiro passo na abordagem é a estratificação de risco do paciente. A atualização da diretriz sugere o uso das calculadoras SCORE 2 e SCORE2-OP para pacientes sem doença cardiovascular conhecida ou uso prévio de estatinas.
  • O alvo de LDL varia conforme a classificação de risco. A atualização de 2025 recomenda:
    • Baixo risco: LDL abaixo de 116 mg/dL;
    • Moderado risco: LDL abaixo de 100 mg/dL;
    • Alto risco: LDL abaixo de 70 mg/dL;
    • Muito alto risco: LDL abaixo de 55 mg/dL;
    • Extremo risco: LDL abaixo de 40 mg/dL.
  • A terapia de escolha são as estatinas. Estatinas de alta potência (por ex.: rosuvastatina 20 a 40 mg e atorvastatina 40 mg a 80 mg) são recomendadas para todos os pacientes considerados de alto risco e muito alto risco.
  • A diretriz sugere para pacientes que não atingiram o alvo em 4-6 semanas com o máximo de dose tolerada de estatina: ezetimiba, inibidor de PCSK9 ou ácido bempedoico. Para pacientes com contraindicações à estatina, a recomendação é o uso de ácido bempedoico.

Edição #146 - Escolha dos Editores 2025

Pneumologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Hematologia e Reumatologia: Escolha dos Editores 2025

Criado em: 22 de Dezembro de 2025 Autor: Revisor: João Mendes Vasconcelos

Esse especial de fim de ano reúne os melhores conteúdos dessas especialidades publicados no Guia em 2025, selecionados por impacto na prática dos assinantes. Atualizações que mudam conduta, revisões objetivas e pontos-chave. 

Pneumologia: Melhores 2025

Vídeo 1
Especial Guia - Pneumologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Hematologia e Reumatologia
Especial Guia - Pneumologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Hematologia e Reumatologia

Veja o tópico "Atualização de Asma: GINA 2025" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • Houve mudança na terminologia do diagnóstico de asma. O novo termo “variação no fluxo expiratório” enfatiza a variabilidade da função pulmonar expiratória, considerando melhora ou piora, independentemente da presença de limitação no momento da avaliação. 
  • O fenoterol (Berotec®) foi incluído na lista de medicamentos não recomendados para o tratamento da exacerbação da asma. Além disso, houve uma redução na dose recomendada de CI para o Track 2 na abordagem de tratamento da asma.
  • Uma nova revisão sistemática sugere que o uso de VNI no tratamento da exacerbação aguda de asma melhora desfechos como progressão para IOT. O novo documento do GINA, no entanto, não apresentou uma recomendação específica sobre essa modalidade de tratamento.

Veja o tópico "Atualização de DPOC: GOLD 2025" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • Valores espirométricos de VEF1/CVF ≥ 0,7 pré-BD descartam a presença de DPOC em pacientes com baixa probabilidade pré-teste.
  • Pacientes com exacerbações frequentes e persistentes devem realizar TC de tórax para investigar a presença de bronquiectasias ou infecções atípicas. Estima-se que 30% ou mais dos pacientes com DPOC e VEF1 ≤ 50% apresentam bronquiectasia, achado que altera o manejo.
  • O histórico de internações por exacerbações de DPOC está associado a aumento do risco cardiovascular, especialmente para descompensações de insuficiência cardíaca. O limiar para a solicitação de troponina e BNP desses pacientes deve ser baixo.
  • Pacientes com uso prévio de LABA-ICS devem ser manejados conforme a presença de histórico de exacerbação e controle de sintomas.
  • Dois novos medicamentos podem ser associados a pacientes com terapia otimizada: a ensifentrina para pacientes com persistência de dispneia e o dupilumabe para pacientes que mantêm quadros de exacerbações.

Endocrinologia: Melhores 2025

Veja a revisão "Diabetes Mellitus Tipo 2 - Atualização da American Diabetes Association de 2025" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • Diagnóstico do diabetes mellitus (DM): dosagem da glicemia de jejum, hemoglobina glicada ou teste de tolerância oral à glicose. 
  • Quanto à fisiopatologia, o DM2 está associado à resistência à insulina, enquanto o DM1 à ausência da produção de insulina por destruição autoimune das células beta pancreáticas.
  • No DM tipo 2, a apresentação é insidiosa e pouco sintomática, com a possibilidade de presença de complicações microvasculares já ao diagnóstico.
  • No DM tipo 2, é recomendado rastreamento de nefropatia, retinopatia e neuropatia diabética.
  • Doença cardiovascular é a principal causa de morte em pacientes com DM.
  • Comorbidades associadas ao aumento do risco cardiovascular devem ser pesquisadas e tratadas.
  • Alvo glicêmico em geral: hemoglobina glicada < 7,0%. Alvos glicêmicos devem ser individualizados conforme a expectativa de vida e o risco de hipoglicemias.
  • Terapia farmacológica é indicada para todos com DM tipo 2.
  • Objetivo do tratamento do DM: controle glicêmico, melhor controle de comorbidades e redução da mortalidade.
  • Tratamento não medicamentoso do DM tipo 2: planejamento nutricional, atividade física e cessação de tabagismo.
  • Pacientes com DM tipo 2 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, alto risco cardiovascular, insuficiência cardíaca e/ou doença renal crônica: utilizar inibidores de SGLT2 e/ou análogos do GLP1.
  • Pacientes com DM tipo 2 sem doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida: escolha das drogas deve considerar manejo do peso, atenuação de doença hepática esteatótica e controle glicêmico. 
  • Terapia inicial com insulina: recomendada se houver sintomas de hiperglicemia, níveis de hemoglobina glicada > 10% ou glicemia ≥ 300 mg/dL.
  • Uma estratégia comum de insulinização é a insulina de ação intermediária ou longa, que é usada uma vez no dia (insulinização basal).
  • Durante o uso de insulinização basal, deve-se atentar para overbasalization. Características do excesso de insulina basal: diferença entre a glicemia antes de dormir e em jejum > 50 mg/dL; glicemia pós-prandial > 180 mg/dL; hipoglicemias e dificuldade em atingir alvo de hemoglobina glicada.
  • Deve-se avaliar a presença de fatores de risco para hipoglicemia e orientar quanto ao tratamento de episódios hipoglicêmicos.

Veja o tópico "Vitamina D: Nova Diretriz para Mensuração e Reposição" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • A nova diretriz de vitamina D da sociedade europeia de endocrinologia sugere não utilizar mais valores laboratoriais como classificação da deficiência de vitamina D. O documento abandona o nível alvo de 30 ng/mL sugerido em referências anteriores.
  • Não é recomendada dosagem de rotina da vitamina D. A suplementação deve ser realizada em perfis populacionais específicos, como na osteoporose e para indivíduos saudáveis dos seguintes perfis: maiores de 75 anos, crianças e adolescentes entre 1 e 18 anos, gestantes e pessoas com pré-diabetes com alto risco.
  • A diretriz também reforça que não se deve utilizar valores de vitamina D sérica para embasar as doses de suplementação. As recomendações sugeridas dividem-se por faixa etária ou conforme a condição clínica do paciente. Deve-se preferir administração diária em vez de doses altas administradas em intervalos prolongados.

Gastroenterologia: Melhores 2025

Veja o tópico "Novo Consenso de Síndrome Hepatorrenal" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • O novo consenso recomenda não utilizar os termos síndrome hepatorrenal (SHR) tipo 1 e tipo 2. Os critérios para SHR com lesão renal aguda (IRA) foram atualizados para: presença de cirrose com ascite associada a IRA (definida pelos critérios KDIGO), com ausência da melhora da creatinina e/ou débito urinário após 24 horas de expansão volêmica adequada e ausência de evidências robustas de outra etiologia como causa primária da IRA.
  • Não se recomenda mais a expansão volêmica com albumina 1g/kg por 48 horas. Agora a diretriz sugere avaliar o estado volêmico e corrigir conforme a impressão clínica. Estados volêmicos incertos ou difíceis de avaliar, o documento sugere expansão com 250–500 ml de cristaloides ou 1 a 1,5 g/kg de albumina de 20 a 25%.
  • A base do tratamento da SHR-IRA é o uso de vasoconstritores. O consenso reforça a terlipressina como medicamento de primeira escolha. Ela parece ser superior à noradrenalina para reversão da IRA, pode ser feita sem necessidade de monitorização e em acesso periférico.

Hematologia: Melhores 2025

Veja o tópico "Nova Diretriz de Diagnóstico de Deficiência de Vitamina B12" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • A ausência de anemia ou macrocitose não exclui a deficiência de vitamina B12. Em uma coorte, 28% dos pacientes com neuropatia decorrente de deficiência de vitamina B12 não possuíam alterações hematológicas. A deficiência de vitamina B12 pode ocorrer por ingestão inadequada, má absorção por diversas condições gastrointestinais ou aumento das necessidades fisiológicas.
  • O novo documento recomenda investigar pacientes com sinais ou sintomas comuns, como anemia ou glossite associados a um fator de risco, como pacientes pós-gastrectomia. Não há um teste padrão-ouro para o diagnóstico. Os exames iniciais incluem cobalamina (B12 total) ou holotranscobalamina (B12 ativa).
  • Recomenda-se a investigação de gastrite atrófica autoimune em todos os pacientes sem investigação etiológica prévia e sem histórico de cirurgias que afetam a absorção dessa vitamina. O teste inicial para a investigação é a dosagem do anti-fator intrínseco. É sugerido também realizar testes sorológicos para doença celíaca quando a causa da deficiência de vitamina B12 ainda é desconhecida. A diretriz brasileira recomenda ainda a solicitação de Vit B12 a cada quatro anos para pessoas que usam metformina.

Reumatologia: Melhores 2025

Veja o tópico "Fator Antinuclear (FAN): O Que o Clínico Precisa Saber" para mais informações. Clique aqui e veja no vídeo. Aqui um breve resumo dos pontos mais importantes:

  • O fator antinuclear (FAN) não é um autoanticorpo isolado, mas um exame que identifica diversos autoanticorpos. Um resultado positivo indica que há autoanticorpos presentes na amostra e pode ser quantificado (amostras positivas diluídas progressivamente, como 1:80, 1:160...) e também avaliado o padrão de imunofluorescência.  
  • O VI consenso brasileiro sobre autoanticorpos recomenda considerar como positivo o FAN em diluições de 1:80 ou maiores.
  • As principais situações para a solicitação do exame são: suspeita de doença reumática imunomediada, suspeita de hepatite autoimune e colangite biliar primária e em pacientes com fenômeno de Raynaud. A campanha Choosing Wisely recomenda solicitar o FAN apenas quando houver alta probabilidade pré-teste de doença reumática imunomediada.
  • O FAN negativo reduz a probabilidade de doença reumatológica imunomediada, mas não exclui completamente a possibilidade de doenças autoimunes. Em pacientes com FAN positivo, o passo seguinte é identificar o(s) autoanticorpo(s) envolvido(s). Cada padrão de FAN está associado a autoanticorpos específicos.
  • O teste positivo não representa necessariamente um processo patológico. O padrão nuclear pontilhado fino denso é característico de indivíduos saudáveis, mesmo em altos títulos, e não está relacionado a doenças reumatológicas. Esse padrão pode estar presente em até 4 a 20% da população saudável.