Anemia Sideroblástica

Atualizado em: 23 de Fevereiro de 2026

A anemia sideroblástica é um grupo de anemias caracterizado pela presença de sideroblastos em anel na medula óssea. Os sideroblastos em anel são eritroblastos com acúmulo mitocondrial de ferro devido à síntese defeituosa de heme, visível na coloração de Perls (azul da Prússia).  

Pode ser congênita ou adquirida. A forma congênita é rara e ocorre por mutações em genes envolvidos na biossíntese do heme. As formas adquiridas ocorrem após exposição a medicamentos ou substâncias, nas quais a anemia é totalmente reversível após a remoção da causa. 

As causas mais comuns são etilismo, medicamentos (isoniazida, cloranfenicol, linezolida, pirazinamida e penicilamina), deficiência de cobre, deficiência de piridoxina (vitamina B6), intoxicação por chumbo e hipotermia.

Há um grau variável de sobrecarga sistêmica de ferro, mais proeminente nas anemias sideroblásticas congênitas. A sobrecarga de ferro ocorre pela eritropoiese ineficaz, semelhante ao que ocorre nas talassemias. Hepatoesplenomegalia leve a moderada é frequentemente observada, geralmente com função hepática preservada. 


Referências:

  1. Fujiwara T, Harigae H. Molecular pathophysiology and genetic mutations in congenital sideroblastic anemia. Free Radic Biol Med. 2019.
  2. Rodriguez-Sevilla JJ, Calvo X, Arenillas L. Causes and Pathophysiology of Acquired Sideroblastic Anemia. Genes (Basel). 2022.

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