Durante a hematopoiese, as células-tronco hematopoéticas originam progenitores mieloides e linfoides. Essas células precursoras imaturas são chamadas de blastos e, em condições normais, estão presentes em baixa porcentagem (< 5%) na medula óssea e não devem ser detectadas no sangue periférico.
A presença de blastos no sangue periférico é sempre anormal e indica doença hematológica subjacente, geralmente maligna.
A porcentagem de blastos no sangue periférico ou na medula óssea determina o diagnóstico e a classificação da leucemia mieloide aguda (LMA) e das síndromes mielodisplásicas (SMD). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a presença de blastos ≥ 20% confirma o diagnóstico de LMA enquanto na SMD espera-se um valor < 20%.
Referências:
- Stewart BL, Helber H, Bannon SA, Deuitch NT, Ferguson M, Fiala E, Hamilton KV, Malcolmson J, Pencheva B, Smith-Simmer K. Risk assessment and genetic counseling for hematologic malignancies-Practice resource of the National Society of Genetic Counselors. J Genet Couns. 2025.
- Amin HM, Yang Y, Shen Y, Estey EH, Giles FJ, Pierce SA, Kantarjian HM, O'Brien SM, Jilani I, Albitar M. Having a higher blast percentage in circulation than bone marrow: clinical implications in myelodysplastic syndrome and acute lymphoid and myeloid leukemias. Leukemia. 2005.