A classificação de Killip é utilizada para a estratificação de risco em pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM), baseado nos achados do exame físico relacionados à insuficiência cardíaca aguda. A mortalidade e o risco de complicações aumentam progressivamente com o aumento da classe Killip.
A classificação é dividida em quatro classes:
- Killip I: Ausência de sinais clínicos de insuficiência cardíaca. O paciente não apresenta estertores pulmonares, terceira bulha (B3) ou sinais de congestão venosa jugular.
- Killip II: Presença de sinais leves a moderados de insuficiência cardíaca, como estertores pulmonares em menos da metade dos campos pulmonares, presença de B3, ou elevação da pressão venosa jugular. Pressão arterial sistólica acima de 90 mmHg.
- Killip III: Edema agudo de pulmão, caracterizado por estertores em mais da metade dos campos pulmonares, dispneia grave e sinais evidentes de congestão pulmonar. Pressão arterial sistólica acima de 90 mmHg.
- Killip IV: Choque cardiogênico, definido por hipotensão arterial (pressão sistólica <90 mmHg), sinais de hipoperfusão periférica (pele fria, sudorese, confusão mental, oligúria) e frequentemente associado a insuficiência respiratória grave.
Referências: