Espécies reativas de oxigênio (EROs) são subprodutos instáveis do metabolismo aeróbico, produzidos principalmente nas mitocôndrias. Reagem com DNA, enzimas e lipídios, e incluem radicais livres, como o superóxido, hidroxila, e moléculas como o peróxido de hidrogênio (H2O2). Em níveis fisiológicos baixos, as EROs funcionam como moléculas sinalizadoras na proliferação celular, diferenciação e defesa antimicrobiana. É o mecanismo por trás dos efeitos antimicrobianos e angiogênicos da oxigenoterapia hiperbárica, por exemplo.
A produção excessiva de EROs ocorre na hiperóxia, na hipóxia, na isquemia tecidual e na exposição a radiação, poluição ou tabagismo. Esse excesso, quando supera a capacidade antioxidante da célula, configura o estresse oxidativo. A principal defesa antioxidante depende da enzima G6PD, responsável por gerar NADPH. O NADPH regenera a glutationa, a molécula que inativa diretamente o peróxido de hidrogênio e o superóxido.
O desequilíbrio entre produção de EROs e defesa antioxidante participa da fisiopatologia da insuficiência cardíaca, da disfunção miocárdica na sepse e da toxicidade pulmonar pelo uso prolongado de FiO2 elevada.
Referências:
- Jomova K, Raptova R, Alomar SY, Alwasel SH, Nepovimova E, Kuca K, Valko M. Reactive oxygen species, toxicity, oxidative stress, and antioxidants: chronic diseases and aging. Arch Toxicol. 2023.
- Diop S, Mounier R. Partial pressure of oxygen, hyperoxemia and hyperoxia in the intensive care or anesthesia setting. Med Gas Res. 2026.