Estado de Mal Epiléptico Refratário e Super-Refratário

Atualizado em: 11 de Junho de 2026

Estado de Mal Epiléptico Refratário (EMER) é a persistência de crises clínicas ou eletrográficas após benzodiazepínico e pelo menos um antiepiléptico de segunda linha em dose adequada, como fenitoína, valproato, levetiracetam e lacosamida. Nessa fase está indicada internação em UTI, com eletroencefalograma contínuo e anestésicos intravenosos, como midazolam, propofol ou tiopental. Já o Estado de Mal Epiléptico Super-Refratário (EMESR) ocorre quando as crises persistem por 24 horas ou mais após o início da anestesia intravenosa, ou reaparecem durante a redução ou suspensão do anestésico. O manejo é individualizado e pode incluir cetamina, dieta cetogênica, e corticoide/imunoglobilina quando houver suspeita de etiologia autoimune. A evidência para essas estratégias é limitada e baseada principalmente em estudos observacionais e séries de casos. 


Referências:

  1. Vossler DG, Bainbridge JL, Boggs JG, Novotny EJ, Loddenkemper T, Faught E, Amengual-Gual M, Fischer SN, Gloss DS, Olson DM, Towne AR, Naritoku D, Welty TE. Treatment of Refractory Convulsive Status Epilepticus: A Comprehensive Review by the American Epilepsy Society Treatments Committee. Epilepsy Curr. 2020.

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