Estado de Mal Epiléptico Refratário (EMER) é a persistência de crises clínicas ou eletrográficas após benzodiazepínico e pelo menos um antiepiléptico de segunda linha em dose adequada, como fenitoína, valproato, levetiracetam e lacosamida. Nessa fase está indicada internação em UTI, com eletroencefalograma contínuo e anestésicos intravenosos, como midazolam, propofol ou tiopental. Já o Estado de Mal Epiléptico Super-Refratário (EMESR) ocorre quando as crises persistem por 24 horas ou mais após o início da anestesia intravenosa, ou reaparecem durante a redução ou suspensão do anestésico. O manejo é individualizado e pode incluir cetamina, dieta cetogênica, e corticoide/imunoglobilina quando houver suspeita de etiologia autoimune. A evidência para essas estratégias é limitada e baseada principalmente em estudos observacionais e séries de casos.
Referências: