A pressão de perfusão renal (PPR) é definida como o gradiente entre a pressão arterial média (PAM) e a pressão venosa renal (ou PVC como indicador indireto), sendo o gradiente de pressão que garante o fluxo sanguíneo renal adequado.
Fórmula prática: PPR = PAM - PVC
Os principais fatores que influenciam a pressão de perfusão renal incluem a pressão arterial sistêmica (determinante da pressão de entrada), a congestão venosa (determinante da pressão de saída), a resistência vascular intrarrenal (modulada pelo tônus das arteríolas aferente e eferente), a regulação neuro-humoral (sistema renina-angiotensina-aldosterona, sistema nervoso simpático e vasopressina) e os sinais metabólicos locais (como óxido nítrico e prostaglandinas).
Os rins normalmente são capazes de autorregular a resistência vascular intrarrenal para manter o fluxo sanguíneo renal e a taxa de filtração glomerular estáveis. No entanto, quando essa capacidade de autorregulação é excedida, aumenta-se o risco de disfunção renal ou injúria renal aguda.
Tanto a hipotensão arterial quanto a congestão venosa podem reduzir o gradiente de pressão para a perfusão renal, levando à maior dano.
Referências: