A síndrome de Ogilvie, ou pseudo-obstrução colônica aguda, é caracterizada por dilatação do cólon sem fator mecânico obstrutivo identificável. Os principais fatores de risco são cirurgias, doenças críticas, alterações eletrolíticas e uso de medicamentos que inibem a peristalse. As cirurgias com maior associação à pseudo-obstrução são as pélvicas e as de quadril.
A principal manifestação é a distensão abdominal, que pode surgir em poucos dias. Sintomas como dor abdominal, náuseas, vômitos e constipação são frequentes. Diarreia paradoxal ocorre em até 40 % dos casos. A distensão pode levar a isquemia e perfuração, especialmente quando o diâmetro cecal ultrapassa 12 cm.
O diagnóstico é feito por tomografia do abdome com contraste, que evidencia dilatação colônica sem causa obstrutiva mecânica. O tratamento baseia-se em manejar a doença de base, corrigir distúrbios eletrolíticos, suspender medicamentos que reduzam a motilidade e realizar descompressão gastrointestinal com sonda gástrica. Os pacientes devem deambular, se possível. Em casos refratários ao tratamento conservador ou quando o diâmetro cecal for superior a 12 cm, pode-se considerar o uso de neostigmina.
Referências: