Síndrome da Fome Óssea

Atualizado em: 24 de Julho de 2026

A síndrome da fome óssea é caracterizada por hipocalcemia, hipofosfatemia e hipomagnesemia graves e prolongadas, acompanhadas do aumento nos marcadores do metabolismo ósseo, como a fosfatase alcalina. Acontece após a correção de condições associadas à alta renovação óssea. Um exemplo é após a paratireoidectomia em pacientes com hiperparatireoidismo.A rápida queda nos níveis circulantes de hormônio paratireoidiano (PTH) após a cirurgia leva ao aumento da captação de cálcio, fósforo e magnésio pelo osso em processo de remineralização.

A síndrome é mais comum em pacientes com hiperparatireoidismo secundário, especialmente aqueles em diálise crônica, em comparação ao hiperparatireoidismo primário. Outros fatores de risco incluem alterações radiológicas pré-operatórias no osso, níveis elevados de fosfatase alcalina sérica e de hormônio paratireoidiano, e alto número de osteoclastos na biópsia óssea. O tratamento geralmente envolve suplementação oral de cálcio em alta dose e calcitriol. Em alguns casos, pode ser necessária a administração intravenosa de cálcio. O uso pré-operatório de bifosfonatos tem sido sugerido como medida preventiva, mas ainda não é uma recomendação consensual.


Referências:

  1. Jain N, Reilly RF. Hungry bone syndrome. Curr Opin Nephrol Hypertens. 2017.
  2. Pal R, Gautam A, Bhadada SK. Role of Bisphosphonates in The Prevention of Postoperative Hungry Bone Syndrome in Primary Hyperparathyroidism: A Meta-Analysis and Need for Randomized Controlled Trials. Drug Res (Stuttg). 2021.

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