TACO

Atualizado em: 13 de Abril de 2026

TACO é a sigla para transfusion-associated circulatory overload - do inglês, sobrecarga circulatória associada à transfusão. O nome é descritivo e nessa situação o hemocomponente funciona como uma carga volêmica adicional. Todas as situações que diminuem a tolerância a fluidos são fatores de risco para TACO: insuficiência cardíaca, idade avançada, transfusões de grandes volumes, balanço hídrico positivo prévio e insuficiência renal.

O diagnóstico de TACO é clínico. Além de dispneia por edema pulmonar, sinais de hipervolemia favorecem a hipótese, como: crepitações, edema periférico, turgência jugular, hepatomegalia e hipertensão. Radiografia de tórax com sinais de congestão e elevação de BNP ou NT-pro-BNP podem ajudar em casos duvidosos.

O manejo envolve pausar a infusão e tratar o edema pulmonar. A principal medicação para descongestão é a furosemida e a dose é individualizada, podendo-se utilizar protocolos similares aos do edema agudo de pulmão. Oxigênio e ventilação não invasiva devem ser usados se necessário.

Todas as medidas que evitam hipervolemia ajudam a prevenir TACO. Prescrever diuréticos antes da infusão do hemocomponente pode ser necessário. Em pacientes em hemodiálise, prefere-se a infusão antes ou durante a sessão de hemodiálise. Quando a tolerância a fluidos é muito reduzida, uma opção é solicitar o hemocomponente em alíquotas, ou seja, fracioná-lo em bolsas menores. Isso permite fazer a transfusão mais lentamente, já que cada hemocomponente tem um tempo máximo para ser administrado - em caso de hemácias, por exemplo, no máximo quatro horas.


Referências:

  1. Carson JL, Triulzi DJ, Ness PM. Indications for and Adverse Effects of Red-Cell Transfusion. N Engl J Med. 2017.

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  • Definição e avaliação
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  • Agentes estimuladores de eritropoiese e estabilizadores da HIF
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